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Rio tem temperatura mais alta já registrada em uma primavera: 42,8ºC

Adolescentes se refrescam nas águas da baía de Guanabara, na praça Mauá, zona portuária do Rio, em dia de forte calor na cidade. A máxima deve chegar a 43ºC hoje - Luiz Gomes/Parceiro/Agência O Globo
Adolescentes se refrescam nas águas da baía de Guanabara, na praça Mauá, zona portuária do Rio, em dia de forte calor na cidade. A máxima deve chegar a 43ºC hoje Imagem: Luiz Gomes/Parceiro/Agência O Globo

Do UOL, no Rio

16/10/2015 10h13Atualizada em 16/10/2015 19h28

Rio de Janeiro bateu nesta sexta-feira (16) o recorde de calor no ano pelo segundo dia consecutivo, com a temperatura mais alta registrada na cidade durante a primavera nos últimos 100 anos.

De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), que faz as medições na cidade desde 1915, os termômetros chegaram a marcar 42,8 °C às 15h desta sexta, em Santa Cruz, na zona oeste da capital fluminense.

Esta foi a terceira maior temperatura já registrada na Cidade Maravilhosa. Até hoje, o recorde foi de 43,2 °C, no dia 26 de dezembro de 2012, também em Santa Cruz. A segunda maior ocorreu em 1984, no bairro de Bangu, também na zona oeste, quando os termômetros assinalaram 43,1 °C.

O Centro de Operações da Prefeitura do Rio também informou que a cidade bateu recorde de calor em 2015 nesta sexta, mas com uma temperatura menor: 42,5 °C, às 12h, na estação meteorológica de Santa Cruz. Ontem, haviam sido registrados 42,3 °C às 14h na mesma estação. O sistema de meteorologia municipal previa que os termômetros chegassem a 43 °C, o que não ocorreu.

Para quem trabalha de terno, como o advogado Rômulo Portugal, a sensação foi de sufoco. "O dia começa com o metrô sem ar-condicionado e você com terno. Depois disso, chegar de paletó e gravata ao tribunal com esse sol todo é muito castigo para uma pessoa só", contou.

As praias ficaram lotadas, assim como o Parque Madureira, no bairro de mesmo nome, na zona norte. O espaço ganhou uma praia artificial na segunda-feira (12), mas, ontem, as cascatas foram desligadas para manutenção. Os frequentadores reclamaram da falta de água. Hoje, o fornecimento foi regularizado e muita gente pôde se refrescar.

O dia começou já com intenso calor: às 9h, a temperatura já era de 36,7 °C em Santa Cruz. De acordo com a prefeitura, os ventos tiveram intensidade fraca, pela manhã, e moderada nos períodos da tarde e noite.

Segundo meteorologistas, o próximo verão promete ser um dos mais insuportáveis de todos os tempos no Brasil, com as temperaturas ultrapassando facilmente os 40 °C por vários dias seguidos nos locais tradicionalmente mais quentes, como Rio de Janeiro, Piauí e Tocantins. A previsão é de que os termômetros registrem calor até 4 °C acima da média.

Pela primeira vez, se registra uma combinação inédita: a elevação da temperatura média do planeta por conta do aquecimento global e um fenômeno El Niño muito intenso. De acordo com especialistas, o mundo já está 0,8 °C mais quente por conta do aquecimento global provocado pela ação humana. E tudo indica que 2015 deverá ser o ano mais quente já registrado. 

Frente fria no fim de semana

Quem está no Rio de Janeiro teve um refresco já no fim da tarde, com queda de mais de 10 °C nos termômetros. No fim de semana, segundo o Inmet, a temperatura devem cair ainda mais.

A meteorologista do instituto Marlene Leal informou que a madrugada de sexta para sábado (17) será quente, podendo apresentar temperaturas em torno entre 28 °C e 30 °C, com ventos fracos. Porém, devido a uma massa de ar polar vinda da região Sul do país, o final de semana terá queda na temperatura, mas sem a probabilidade de chuva.

"Esta frente fria que está na região Sul irá passar pelo litoral carioca e se dissipará no oceano, mas ela trará consigo uma massa de ar polar que será responsável pela queda dos termômetros na região e por nebulosidades passageiras. Mesmo assim, é pouco provável que haja chuva", explicou a meteorologista.

O evento climático do El Niño, responsável pelo aumento das temperaturas no litoral da América do Norte e América do Sul, é outro fator que permite que a temperatura no Estado permaneça elevada. A meteorologista explica que a massa de ar quente seco impede que a frente fria chegue à região. "A frente fria, que é a responsável pelas chuvas, é bloqueada por essa massa de ar quente seco, por isso, não há a previsão de precipitações". (Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo)

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