PF faz buscas na Samarco para detalhar monitoramento de barragens

Carlos Eduardo Cherem

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

  • Carlos Eduardo Cherem/UOL

    Há duas semanas, policiais civis cumpriram mandados de busca e apreensão na sede da Samarco, em Belo Horizonte

    Há duas semanas, policiais civis cumpriram mandados de busca e apreensão na sede da Samarco, em Belo Horizonte

A PF (Polícia Federal) realizou buscas na manhã desta quarta-feira (17) nos escritórios da Samarco, na mina de Germano, em Mariana (MG), onde rompeu a barragem de Fundão, e na unidade de Ubu, em Anchieta (ES), além da casa de um consultor da empresa em Viçosa (MG).

A operação aconteceu após a Justiça determinar a quebra de sigilo telemático da empresa. Os policiais não apreenderam equipamentos, mas rastrearam os dados sobre o monitoramento das barragens.

"Queremos saber se houve indicativo de problemas e como funciona a cadeia interna de informação da empresa", disse o delegado de repreensão e prevenção contra crimes ambientais, Roger Lima de Moura.

Os policiais já ouviram 40 pessoas entre funcionários, consultores e vítimas do acidente.

Em 13 de janeiro, a PF indiciou a Samarco, a Vale e mais sete executivos e técnicos da mineradora por crimes ambientais provocados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Marina, em novembro do ano passado, e que matou 17 pessoas e deixou outras duas desaparecidas.

Entre os indiciados está o diretor-presidente licenciado da Samarco, Ricardo Vescovi.

De acordo com a PF, eles foram indiciados por causar poluição em níveis que "resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora", como previsto no artigo 54 da Lei de Crimes Ambientais.

De acordo com a assessoria da Samarco, a empresa "está colaborando com a diligência policial, assim como vem fazendo desde o início das investigações das causas do acidente com a barragem de Fundão".
 

O caminho de destruição da onda de lama da Samarco

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