PM é suspeito de ter matado vizinho a tiros em Governador Valadares (MG)

Rayder Bragon

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte


Um sargento da Polícia Militar de Minas Gerais é suspeito de ter matado a tiros um vizinho durante uma discussão que ocorreu em um bairro da cidade de Governador Valadares (311 km de Belo Horizonte).

O caso aconteceu neste domingo (6). Segundo a PM, o autor dos tiros seria o sargento Júlio César da Silva, 43, que estava de folga no momento da discussão. Após os disparos, o militar fugiu e ainda não foi localizado.

A discussão, ainda de acordo com informação da polícia, teria sido motivada por uma rixa entre os dois homens e ocorreu em frente a um estabelecimento comercial. O bate-boca e o momento em que o suspeito faz os disparos foram gravados por meio de um celular. A autora do vídeo seria a mulher da vítima. Antes dos disparos, ela pedia que a polícia fosse acionada.

Nas imagens, os dois homens discutem. O que foi morto portava um facão. Ele ainda não teve o nome divulgado. Nas imagens, o autor dos disparos ameaça atirar caso ele se aproxime. Em dado momento, ele larga o celular no chão e efetua os disparos.

A morte da vítima foi constatada por uma equipe do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Segundo nota da PM, que afirmou ter analisado o vídeo que circula nas redes sociais, "foi constatado que em dado momento o autor não aparece com a faca nas mãos, porém permanece com as mãos para trás, o que deixa a entender para o autor que ainda poderia estar com o facão", informou o documento.

A PM informa ainda que o Copom (Centro de Comunicações Operacionais) registrou uma ligação solicitando a presença da polícia no local.

Rixa

A Polícia Militar revelou a existência de Boletim de Ocorrência dando conta de que o autor dos disparos e os filhos da vítima já foram conduzidos anteriormente a uma delegacia da Polícia Civil em razão de "desentendimento entre vizinhos".

Constam ainda reclamações contra o militar na Corregedoria da corporação que versam sobre o mesmo tema.

No entanto, a nota da PM diz que "não há nada sobre a conduta do autor que fosse contrária à disciplina e ética militares".

Já a Polícia Civil de Minas Gerais informou que o suspeito teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, que ainda expediu um mandado de busca e apreensão na casa do militar.

A família dele, ainda de acordo com a Polícia civil, deixou a casa onde morava ainda no domingo. O inquérito sobre o caso ficará sob responsabilidade do delegado Jean Fanti, que anexou o vídeo no processo e solicitou uma perícia nas imagens.

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