Pokémon Go

Pokémon Go vira instrumento para atrair jovens à igreja no interior de SP

Eduardo Schiavoni

Colaboração para o UOL, em Ribeirão Preto

  • Facebook/Catedral São Dimas

    Cartaz convida os jogadores de Pokémon Go a jogar na Catedral São Dimas, em São José dos Campos (SP)

    Cartaz convida os jogadores de Pokémon Go a jogar na Catedral São Dimas, em São José dos Campos (SP)

Uma igreja de São José dos Campos (a 90 km de São Paulo) inovou e resolveu apostar em um método diferente para atrair jovens para as celebrações religiosas: o Pokémon Go, jogo de realidade ampliada no qual qualquer pessoa, com um aparelho celular, pode "encontrar e capturar" monstrinhos ao se locomover pelas ruas. Para isso, os responsáveis pela Catedral São Dimas desenvolveram uma campanha convidando os jogadores a irem ao local e se comprometendo a divulgar imagens de monstrinhos capturados pelos frequentadores no local.

Isso se tornou possível porque, na praça onde se localiza a igreja, o jogo colocou um "ginásio de treinadores", local onde "batalhas envolvendo os monstrinhos" são travadas, e também uma Pokestop, espaço no qual os jogadores podem conseguir gratuitamente itens do jogo.

O pároco Rinaldo Roberto de Rezende, responsável pela paróquia, conta que teve a ideia depois de ser procurado por jovens que pediram autorização para "caçar" os monstrinhos no local. Ele também avalia que essa é uma possibilidade que a tecnologia abre e que pode ser utilizada para evangelizar. "Achei que poderia aproveitar o fluxo para atrair jovens para a igreja. Disse a eles que a caçada aos pokémons estava liberada, mas também que, se orassem antes, ela seria ainda melhor."

A partir de então, diz Ana Lúcia Zombardi, coordenadora voluntária da pastoral da comunicação paróquia, a iniciativa tem o objetivo de acolher as pessoas. "Fizemos um cartaz, colocamos na entrada da igreja e também na nossa página no Facebook chamando as pessoas. Também pedimos para que eles enviassem fotos de pokémons encontrados na igreja e iremos publicá-las."

Ana Lúcia informou ainda que não foi possível perceber, ainda, se houve aumento na frequência às cerimônias religiosas. "Mas nosso espaço tem sido tomado por pessoas que normalmente não estariam ali e é importante mostrar que eles são bem-vindos", explica.

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