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Queimadas ameaçam casas na periferia de Teresina, no Piauí

Fogo de queimadas ameaça condomínio de casas em Teresina, no Piauí - Thiago Amaral/Cidade Verde
Fogo de queimadas ameaça condomínio de casas em Teresina, no Piauí Imagem: Thiago Amaral/Cidade Verde

Aliny Gama

Colaboração para o UOL, em Maceió

13/10/2016 20h49

Satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registraram 524 focos de incêndio no Piauí nas últimas 48h causados por queimadas. O Estado é o segundo com maior número de queimadas, perdendo apenas para o Maranhão, que teve o registro de 660 focos no mesmo período.

O fogo vem assustando moradores de Teresina e cidades da região metropolitana. Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo está se alastrando para perto de residências e outros imóveis. Há registro de seis casas queimadas na zona rural.

Na tarde desta quinta-feira (13), as chamas chegaram perto da  BR-343 e por pouco não atingiram um condomínio de luxo em Teresina. Além de carros-pipa contratados pelo condomínio, os próprios moradores usaram água de piscinas. O Corpo de Bombeiros informou que até agora em nenhum incêndio houve registro de vítimas.

O subcomandante do Corpo de Bombeiros do Piauí, José Leonardo Pacheco, afirmou que as queimadas vêm ocorrendo desde a semana passada, mas se intensificaram nesta quarta-feira (12), quando foram registrados 52 chamados às equipes de combate a incêndio. A média é de 15 chamados diários.

“Teresina está com uma densa nuvem de fumaça causada por queimadas por conta do aumento dos focos de ontem para hoje. 90% focos são causados pelas pessoas e os focos vão se alastrando por conta da ventilação, saindo do controle. Nesse período, a temperatura tende a se elevar e com a umidade baixa, além dos ventos quentes, pioram a situação”, disse Pacheco.

Na tarde desta quinta-feira, o comando do Corpo de Bombeiros se reuniu com as equipes para traçar novas estratégias de combate aos focos. A ideia é que as equipes já comecem a combater os focos por volta das 6h, quando o clima ainda está frio para que às 10h não haja a quantidade que vem sendo registrada nos últimos dias.

“Não tem como atender a todas as chamadas por conta do efetivo que temos. Fracionamos as equipes em viaturas pequenas, com caminhonetas 600 litros de água, para ir atendendo os chamados mais rapidamente”, afirmou o subcomandante do Corpo de Bombeiros.

O Corpo de Bombeiros não informou quantos chamados deixaram de ser atendidos. Porém, a Associação dos Bombeiros Militares do Estado do Piauí afirmou que, dos 52 chamados, apenas 17 foram atendidos.

A associação diz que falta efetivo e que a estrutura de trabalho é precária. Segundo o presidente da associação, capitão Anderson Pereira, existem quatro companhias no Piauí - Teresina, Floriano Parnaíba e Picos – para atender todo o Estado. Cada companhia abrange um raio de 140 quilômetros e, para cobrir todo o Estado, seriam necessárias 17 companhias. São apenas 314 bombeiros militares para atender a todo o Estado – metade deles está lotado em Teresina.

O governo do Estado informou que destinou R$ 3 milhões para o pagamento de diárias dos bombeiros que estão de folga para reforçar as equipes de plantão nos próximos dias. O Estado solicitou apoio do Exército e ainda liberação de carros-pipa para atuar no combate aos incêndios.

O governador Wellington Dias (PT) se reuniu com o comando do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Exército, nesta quinta-feira (13) para definir os parâmetros de um decreto proibindo queimadas em todo o Estado entre os meses de setembro e dezembro. Segundo o Estado, as altas temperaturas contribuem para o fogo se alastrar e causar problemas ambientais.

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