Violência no Rio

Irmã de PM acusado de matar embaixador da Grécia é presa durante audiência

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio

  • Marcos Correa/Divulgação/Presidência da República

    O embaixador grego Kyriakos Amiridis

    O embaixador grego Kyriakos Amiridis

Sônia Cristina Matilde Moreira do Espírito Santo, irmã do soldado da Polícia Militar Sérgio Gomes Moreira, um dos acusados da morte do embaixador grego Kyriakos Amiridis, foi presa nesta quinta-feira (20) no Fórum de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde acontece o depoimento das testemunhas e dos réus do diplomata. A irmã do policial foi acusada de coação, durante uma discussão com uma das testemunhas que iria depor no caso, e teve a sua prisão pedida pelo Ministério Público e atendida pelo juiz Alexandre Guimarães Gavião Pinto, da 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu/ Mesquita. Ela foi levada para a Delegacia de Polícia do município.

Segundo o MP, as testemunhas não podem se comunicar durante o processo, regra que foi descumprida por Sônia, que é advogada. Ela e a irmã da embaixatriz, acusada de ter planejado o crime, Françoise Oliveira, bateram boca antes de serem chamadas ao plenário na qualidade de testemunhas.
O advogado de Sérgio, Edson Ferreira, contestou a prisão.

"Sônia foi colocada na mesma sala de Jennifer, irmã de Françoise, o que gerou um constrangimento ilegal da testemunha. As irmãs tinham conflitos e divergências, o que gerou a discussão de agora. Elas não poderiam ter ficado na mesma sala" alegou o advogado.

O crime de coação ocorre quando se constata ameaça com a finalidade de favorecer interesses próprios. Após o pedido de prisão, Sônia prestou esclarecimentos ao juiz e foi levada para a delegacia.

A advogada acompanhou o irmão quando ele foi flagrado manipulando imagens de câmeras de segurança do condomínio, após a morte do embaixador. Segundo a polícia, Sônia foi quem contou à polícia que Sérgio e Françoise tinham um caso e que ele manipulou as imagens para não correr o risco de se tornar suspeito no caso.

Audiências

Este é o segundo dia da audiência de instrução sobre o caso do diplomata, que foi assassinado no ano passado em uma casa alugada na Baixada Fluminense. Na última terça-feira (20), a mãe de

"Ele era uma pessoa muito boa. Se Françoise matou, tem que pagar. Não vou passar a mão na cabeça dela. Me coloco no lugar da mãe dele. Nem pôde ver o filho no caixão", disse a mãe da ré.

A embaixatriz é acusada de ter planejado a morte do diplomata ao lado do soldado da PM, Sérgio Moreira. De acordo com as investigações, o policial e o sobrinho dele, Eduardo Melo, entraram na casa do embaixador, no Condomínio Residencial Bom Clima, em Nova Iguaçu, com as chaves dadas por Françoise ao PM. Ela havia saído com a filha e Kyriakos estava sozinho na casa.

O diplomata foi atacado na sala e sofreu lesões que provocaram uma hemorragia, ainda de acordo com a polícia. Os acusados teriam enrolado o corpo em um tapete e o colocaram dentro de um carro, que foi incendiado próximo ao Arco Metropolitano.

A mulher do diplomata e os dois homens foram presos. Françoise nega a acusação.

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