Reforma trabalhista

PM lança bombas contra manifestantes e ruas do centro do Rio viram praça de guerra

Hanrrikson Andrade e Taís Vilela

Do UOL, no Rio

Policiais Militares lançaram bombas, por volta das 16h15 desta sexta-feira (28), contra manifestantes na frente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). Com isso, os agentes dispersaram o protesto, que havia começado a se mover em direção à Candelária. Manifestantes reagiram lançando pedras e coquetéis molotov e as ruas do centro do Rio viraram praça de guerra. No começo da noite, ônibus foram incendiados na região da Lapa.

Com rostos cobertos, manifestantes queimaram lixo e pedaços de madeira no meio das vias. Várias agências bancárias e a estação Candelária do VLT, perto da avenida Presidente Vargas, foram destruídas. Placas de rua e postes, arrancados. Os PMs marcharam em direção aos manifestantes lançando bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha.

Mais cedo, a corporação reprimiu outros dois atos na capital fluminense: próximo do Aeroporto Santos Dumont e da Rodoviária Novo Rio. Nas duas ocasiões, manifestantes bloquearam vias como uma forma de protesto e os PMs agiram com bombas e balas de borracha para dispersar.

Após lançar as bombas na Assembleia Legislativa, a Polícia Militar disse, por meio de seu Twitter, que "atua na Alerj para garantir o direito de uma de manifestação pacífica". A conta da corporação no microblog publicou ainda a hashtag #BadernaNão.

Entretanto, os agentes seguiram lançando mão de artefato não letal pesado para dispersar os manifestantes. Houve um intenso confronto na avenida Rio Branco. Na esquina dessa avenida com a Presidente Vargas, os policiais agiram de forma enérgica, cercando a multidão. Houve correria tanto dos manifestantes que praticavam atos de vandalismo como de professores e servidores.
 
Pouco depois das 17h, manifestantes chegaram à Cinelândia, onde um novo confronto aconteceu, com uso de bombas e balas de borracha. O acesso à estação Cinelândia do metrô foi fechado. O ato previsto para começar às 17h na Cinelândia chegou a ser dispersado. Até mesmo um caminhão com jato d'água foi posicionado na região.
 
Participavam do ato na Alerj professores da rede pública e servidores, que protestam contra os governos de Luiz Fernando Pezão e de Michel Temer. A segurança foi reforçada no prédio da Assembleia Legislativa. Não há informações sobre o que teria motivado a ação da PM. Até o momento em que as bombas foram lançadas, a manifestação seguia pacífica (veja o vídeo abaixo).

Governo defende reformas

 
O ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB), afirmou que os protestos em todo o país nesta sexta foram "pontuais" e que, ao contrário do esperado, podem "encorajar" deputados e senadores a aprovarem as mudanças nas leis trabalhistas e na Previdência pretendidas pelo governo Temer. "Se nos tivéssemos aquelas multidões que nós tivemos quando mobilizamos em busca do impeachment, teria repercussão [no Congresso]", disse.
 

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