Integrantes do MBL, youtuber e servidores brigam e param na delegacia no RS

Renan Prates

Colaboração para o UOL

  • Reprodução

    Integrante de Sindicato protesta perto de policiais militares em Porto Alegre

    Integrante de Sindicato protesta perto de policiais militares em Porto Alegre

Integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) entraram em confronto com membros do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (SIMPA) nesta quarta-feira em Porto Alegre. As duas instituições acompanharam o protesto contra a proposta do prefeito da cidade, Nelso Marchezan, de parcelar os salários do servidores e aumentar a alíquota de contribuição da previdência.

Um dos integrantes do MBL, o youtuber Arthur Moledo do Val, do canal "Mamãe, falei", foi um dos detidos pela Guarda Municipal. "Estou detido em Porto Alegre. Motivo: Filmar manifestação. Acusante: Sindicato", escreveu em sua página oficial do Facebook, que tem mais de 850 mil curtidas.

Do Val foi acusado de provocar os municipários. Durante a confusão, um homem supostamente ligado ao MBL passou a agredir com um cassetete um dos municipários do SIMPA.

Após sair da detenção, os integrantes do MBL fizeram uma transmissão ao vivo na página da entidade no Facebook para dar a versão deles sobre o fato. Segundo Arthur do Val, eles foram hostilizados pelos municipários.

"Vim questionar essa manifestação aparelhada por sindicatos. Pra quem não sabe, essa manifestação é contra o aumento da previdência dos servidores municipais da cidade de Porto Alegre. O prefeito, na sua campanha de austeridade, de corte de gastos, quer aumentar a participação dos funcionários e tirar o imposto que as pessoas pagam, o que é uma coisa que a gente apoia como todo liberal", disse Do Val.

"O pessoal que está contra isso está se manifestando de forma agressiva. Aqui a gente está pra perguntar algumas contradições deles...Depois que eles agrediram a gente, eles começaram a acusar a gente de ter agredido mulher na frente da Polícia e dos parlamentares. Aí depois eles chamam a gente de fascista. A gente pergunta o que é fascista e eles não sabem responder. Viemos desmascarar a manifestação que é aparelhada por sindicatos. A gente foi recebido com violência, e com certeza isso vai gerar mais inquérito", completou.

Já o SIMPA acusa o MBL de agressão: "HOJE, no ato público dos municipários, membros do MBL assediaram servidoras e servidores que estavam lutando pelos seus direitos, no Paço Municipal. Não vamos aceitar!", escreveu a instituição na sua página do Facebook.

Na mesma postagem, o SIMPA publicou um vídeo que até o momento da reportagem tem 19 mil visualizações. O diretor da entidade, Jonas Tarcísio Reis, aparece criticando a atitude 'proto-fascista' de um membro do MBL. "Armado com um cassetete, ele atacou um diretor do sindicato, bateu nele na frente da prefeitura, foi filmado, teve fotografia, bater em professor é crime, tem que ir pra cadeia. Bandido tem que ir pra cadeia. Bandido que bate em professor, que educa a sociedade, que educa os trabalhadores, tem que ir pro xilindró".

O UOL Notícias entrou em contato com o CEIC (Centro Integrado de Comando da Cidade e Porto Alegre) para solicitar as imagens da confusão, mas o órgão apurou que não estava autorizado pela Polícia Civil a fazer a divulgação.

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