Paraquedista se arrisca e salta da varanda de prédio a 80 metros de altura

Eduardo Schiavoni

Colaboração para o UOL, em Ribeirão Preto (SP)

Um paraquedista de Ribeirão Preto tem feito saltos da varanda de seu prédio, que fica em uma das mais movimentadas avenidas da cidade do interior de São Paulo. As imagens dos saltos foram compartilhadas nas redes sociais e causaram repercussão. Ele garante, entretanto, que a altura do local, de aproximadamente 80 metros, é segura para o salto.

Aluísio Paes de Barros Filho viveu em Ribeirão a maior parte da vida, mas mora em São Paulo e está reformando um apartamento localizado na Avenida Caramuru onde geralmente passa os finais de semana. Além de saltos convencionais, chamados skydivers, feitos em aeronaves, ele conta que há oito anos começou a saltar de prédios, modalidade conhecida como Base Jump.

Ele ainda ressalta que o seu apartamento, que fica no 27º andar, é perfeito para a prática esportiva. "Muita gente critica, porque não entende a técnica envolvida. Mas sou um paraquedista com mais de mil saltos. Para mim, é bem tranquilo", disse.

Na última imagem, feita no fim de semana, ele já conseguiu quase dez mil curtidas. "Há uma área verde próxima ao prédio e, mesmo com a fiação, é um salto possível para quem tem experiência", disse.

Tempo

Barros Filho conta que os 80 metros que separam o apartamento dele do solo significam seis segundos de queda livre. "O salto é feito com o paraquedas na mão de um auxiliar e já sai aberto. Estou planando em três segundos", conta.

Sem saber de todas as qualificações de Barros Filho, os moradores do condomínio onde ele realiza os saltos se dividem entre a admiração à coragem do paraquedista e o temor de que algo dê errado. A estudante de psicologia Sarah Bratker está na primeira categoria. "Já vi várias vezes ele pousando. Sei que tem gente que morre de medo. Mas, se ele sabe o que está fazendo, deixa ele!", comenta.

Regras

Apesar de cada vez mais praticado no país, não há nenhuma legislação que regulamente os saltos de Base Jump no Brasil. A recomendação, entretanto, é que quem pratica o esporte seja experiente e tenha pelo menos 200 saltos com paraquedas convencionais.

"A grande verdade é que não há regras, não existe fiscal na beira de penhascos, pontes, prédios ou de uma antena. Pessoalmente acho que quanto mais experiência você tiver no skydive, melhor", conta. Gustavo Areias, instrutor de paraquedismo e também recordista sul-americano de Base Jump.

Para ele, a altura do apartamento de Barros Filho é suficiente para a prática esportiva. "Meu salto mais baixo sob superfície sólida foi de 39 metros, mas há registros no YouTube com 22 metros", conta.

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