Justiça decreta prisão preventiva de irmão de produtora de elenco morta no Rio

Lucas Borges Teixeira

Colaboração para o UOL

  • Reprodução/Facebook

A Justiça do Rio de Janeiro decretou, na noite desta terça-feira (25), a prisão preventiva Pedro Luiz de Oliveira Diogo, de 24 anos, acusado de matar a irmã, Maria Luana de Oliveira, no último domingo (23). O jovem foi preso em flagrante, mas negou ter cometido o crime.

O intuito do juiz Guilherme Schilling, da Central de Custódia, é proteger os dois filhos de Maria Luana. "Deve-se frisar que a vítima tinha dois filhos menores que também moravam naquela casa. Desconhecendo-se o verdadeiro propósito e caso confirmada a autoria, existe dúvida se a soltura prematura do custodiado seja capaz de colocar em risco aquelas crianças", argumentou o magistrado, via comunicado.

A conversão de prisão em flagrante para preventiva foi pedida pela Delegacia de Homicídios (DH) da capital carioca, que investiga o caso. De acordo com a delegada Marcela Ortiz, Pedro Luiz nega ter cometido o crime, "mas não há indícios de que outra pessoa tenha participado". O jovem responderá por homicídio qualificado.

O crime

A produtora de elenco Maria Luana, de 34 anos, foi encontrada morta na casa em que morava com Pedro desde dezembro, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio, no final da manhã do domingo. O corpo de bombeiros foi chamado ao local para atender a moça, quando chegaram lá, constataram o óbito.

Luana foi morta com diversos golpes de um objeto perfuro-cortante, além de lesões causadas por itens contundentes e queimaduras de segundo grau, o que indica tortura.

Pedro foi encontrado no final do mesmo dia em uma casa que pertencia à família, mas estava a leilão, no bairro de Lins de Vasconcelos, na Zona Norte do Rio de Janeiro. "Ele achou que ninguém o acharia lá", conta Ortiz, em entrevista ao UOL. "Encontramos com ele vários itens de compras que indicam que ele pretendia passar vários dias escondido. Entre eles, inclusive, havia o celular da vítima."

Em depoimento dado à polícia civil, o irmão diz que é inocente, mas sabe quem cometeu o crime. "Ele falou que foi uma seita religiosa com sede em Israel, que ele chama de 'eles', da qual ele faz parte", conta a delegada. Além disso, Pedro Luiz disse que a irmã teria sido "eliminada" porque era "impura".

Maria Luana era mãe de duas crianças, que passavam férias com o pai, e trabalhava em uma agência carioca produzindo e recrutando atores.

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