Horário de verão começa neste fim de semana; fique atento

Do UOL, em São Paulo

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Seu dia amanhã terá uma hora a menos, isso porque a partir de 0h do domingo (15) começa o horário de verão nos Estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. A edição 2017/2018 do horário vai durar até a meia-noite do dia 17 de fevereiro de 2018.

A lógica do horário de verão é que quanto mais distante uma região está da linha do Equador, mais longos são os dias de verão e, com isso, as pessoas e empresas podem aproveitar mais a luz do dia sem ter que recorrer à energia elétrica. É por causa disso que a alteração não vigora nos Estados do Norte e Nordeste.

Mas ainda não se sabe se a mudança continuará acontecendo nos próximos anos. É que a medida já não tem mais tanta eficácia na economia de energia no Brasil. No ano passado, a mudança gerou uma economia de R$ 159,5 milhões, por causa da redução do uso das usinas termelétricas durante o período de vigência, menor do que em 2015, quando a economia foi de R$ 162 milhões.

O governo do presidente Michel Temer cogitou não mais manter o horário de verão este ano, porque a economia alcançada nos 126 dias em que durou o horário em 2016 foi considerada irrelevante para o setor elétrico, e tem sido assim nos últimos anos. Se isso tivesse acontecido, seria a primeira vez desde 1985 que o Brasil não teria que adiantar os relógios em uma hora. Mas acabou voltando atrás, pelo menos neste ano. O Palácio do Planalto estuda fazer uma enquete para saber a opinião da população sobre o assunto.

Ar-condicionado é o grande vilão

Ale Silva/Futura Press/Estadão Conteúdo
Picos de uso de ar-condicionado acontecem no fim da manhã e início da tarde durante o verão

Estudos realizados pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) mostraram que o consumo de eletricidade pela população atualmente está sendo mais influenciado pela temperatura do período do que pela luz do dia.

Uma das principais razões para essa mudança é a popularização dos aparelhos de ar-condicionado. Como o calor é mais intenso no fim da manhã e início da tarde, os picos de consumo são registrados atualmente nesse período. Segundo a ONS, o horário de ponta ocorre entre 14h e 15h, e não mais entre 17h e 20h.

O estudo da ONS mostra que a economia de energia entre 17h e 20h ainda ocorre, mas é menor do que o aumento do consumo verificado durante as madrugadas por causa do ar condicionado.

Mesmo assim, o Ministério das Minas e Energia decidiu manter o novo horário este ano. Mas não é certeza se 2018 terá um horário de verão. Quando a pesquisa da ONS foi divulgada, o diretor-geral do órgão, Luiz Eduardo Barata, afirmou que se o horário de verão não fosse mais adotado não haveria impacto no setor elétrico, mas disse ser inegável os ganhos que a alteração traz para o turismo e para a rotina da população.

Após polêmica, horário de verão começa em 15 de outubro

Alemanha foi primeiro país a adotar horário de verão

O horário de verão foi praticado no Brasil pela primeira vez no governo de Getúlio Vargas, de 3 de outubro de 1931 a 31 de março de 1932, e vem sendo adotado continuadamente desde 1985. Somente em há nove anos um decreto assinado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu datas e horários para a medida.

Ficou estabelecido que a mudança deveria ocorrer todos os anos a partir da 0h do terceiro domingo de outubro, até 0h do terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte – exceto quando houver coincidência entre o domingo previsto para o término do horário de verão e o domingo de carnaval, ai nesse caso o encerramento do período acontece no domingo seguinte.

Mas a ideia de adotar um horário de verão remonta ao século 18. O primeiro a falar sobre isso foi inventor norte-americano Benjamin Franklin – conhecido por inventar para-raios --, quando ainda não havia luz elétrica. Mas a ideia não teve aceitação do governo dos EUA.

Sua aplicação de fato aconteceu pela primeira vez em 1916, na Alemanha. Naquele ano, o antigo Império Alemão estava envolvido na Primeira Guerra Mundial e sofria com um severo bloqueio naval imposto pelo Reino Unido, que resultou no corte das importações de petróleo e parafina (usada na fabricação de velas). A argumentação para colocar a medida em prática era economizar energia.

Os relógios foram adiantados às 23h de 30 de abril de 1916, um domingo, e assim ficaram até 1º de outubro. No mesmo dia, o antigo Império Austro-húngaro, aliado da Alemanha, seguiu o exemplo e adiantou os relógios. Logo depois, foi a vez da Romênia, da França, do Reino Unido e, mais tarde, dos EUA.

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