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Motoristas e cobradores de ônibus marcam greve para o Réveillon no Rio

15.nov.2017 - Ônibus do Rio de Janeiro - JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
15.nov.2017 - Ônibus do Rio de Janeiro Imagem: JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Marina Lang

Colaboração para o UOL, no Rio

30/11/2017 20h44Atualizada em 01/12/2017 09h57

Motoristas e cobradores da cidade do Rio de Janeiro marcaram uma greve para a virada do ano na cidade por estarem com salários, 13º e cestas básicas atrasadas. Segundo o Sintraturb (Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus) do Rio, a intenção é causar impacto no último dia de ano, 31 de dezembro - data em que turistas costumam dominar a cidade para assistir aos fogos em Copacabana, zona sul do Rio.

O reajuste da categoria não foi atualizado de acordo com a convenção coletiva de maio de 2017, dizem os sindicalistas. “Estamos há 17 meses sem reajuste salarial. Para piorar, há 11 empresas cujos pagamentos estão atrasados. Algumas pessoas estão há três meses sem receber. Tem empresas que não dão cesta básica há cinco meses”, disse ao UOL o presidente da entidade, Sebastião José.

Segundo ele, das 39 empresas de ônibus atuantes no município, 27 informaram que não pagarão o 13º salário de 2017. “Em assembleia, consideramos que fazer uma greve amanhã não causaria tanto impacto quanto num dia como o Réveillon”, informou. 

Ele também criticou as questões relativas à Operação Ponto Final, que investiga corrupção no sistema de transporte público do Rio.

“Sobrou para nós, os pequenos. Nessa briga entre o Executivo municipal, Fetranspor e Judiciário, quem acaba sofrendo as consequências são os motoristas e os cobradores. Em todos esses anos como sindicalista, nunca presenciei tamanho desrespeito com os profissionais que fazem a cidade se movimentar transportando milhares de pessoas diariamente”, disse o sindicalista.

Em nota, a Secretaria Municipal de Transportes disse que “os compromissos trabalhistas com os rodoviários, motivação de recentes paralisações, é de responsabilidade dos consórcios e seus subcontratados”.

O comunicado diz ainda que “a fiscalização da secretaria foi intensificada para verificar os serviços e aplicar as sanções previstas, em caso de irregularidades”.

O UOL tentou contato com a Fetranspor para comentar as declarações, mas nenhum representante foi localizado. A assessoria do Ministério Público Estadual (MPRJ) não se manifestou até o fechamento da reportagem. 

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