Criança recém-nascida é encontrada em caixa de papelão em Belo Horizonte

Wanderley Preite Sobrinho

Colaboração para o UOL

  • Arquivo Pessoal

    2.dez.2017 - Da esquerda para a direita: O sargento Almeida, a professora Renata e o marido, o advogado Júlio César Moreira

    2.dez.2017 - Da esquerda para a direita: O sargento Almeida, a professora Renata e o marido, o advogado Júlio César Moreira

Uma criança recém-nascida foi abandonada e encontrada na manhã deste sábado (2) dentro de uma caixa de papelão na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Deixada sob uma árvore duas horas depois de vir à luz, a criança foi resgatada e levada para o Hospital Sofia Feldman.

O dia começou atípico para funcionária doméstica Sílvia Maria da Silva, de 50 anos. "Hoje ela acordou mais cedo, perdeu o sono e pensou em ir na padaria, o que ela não faria num dia chuvoso, como hoje", contou ao UOL a patroa de Sílvia, a professora de história Renata Moreira Dutra, de 43 anos.

Ao passar perto de uma árvore, Sílvia - que há 7 anos vive com os patrões - avistou uma caixa de papelão, mas continuou seu trajeto. "Ela deu dois passos, ouviu um gemido e voltou pensando que fosse um cachorro. Ela levantou o edredom para ver o que era e encontrou a criança", diz Renata.

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"Sistemática", Silvia ficou com medo de pegar a caixa imediatamente. "Ela voltou para o prédio e bateu na porta do quarto, onde eu dormia com meu marido. Ela contou o que viu e descemos, pegamos a caixa, trouxemos para a casa e acionamos a Polícia Militar, que chegou em 10 minutos."

Quem apareceu primeiro foi o sargento Almeida, que conversou com a reportagem. "A bebê estava calma, muito tranquila", lembra o policial. "Chegamos na maternidade por volta das 7h da manhã. A pediatra disse que ela tinha nascido fazia, no máximo, duas horas."

Com 2,55 kg e 47,5 centímetros, a criança ficou internada para mais exames. Renata ficou comovida, mas foi Sílvia quem pensou em adotar o bebê. "Liguei para a assistência social, mas não teve jeito. Ela terá de passar por todo o processo burocrático de uma adoção."

Segundo Almeira, a Assistência Social da cidade informou a ocorrência ao juiz da Vara da Infância e Juventude, que vai decidir se a criança poderá ser adotada ou se será encaminhada para um abrigo.

Renata anotou todos os contatos para acompanhar o processo e tentar ajudar a recém-nascida a encontrar um lar o quanto antes. "Parece que fui eu que abandonei… Agora essa criança está no hospital, eu poderia estar lá agora, mas estou no aconchego do lar… Espero que a adoção seja rápida e ela tenha logo o amor de uma mãe."

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