Presos fazem vídeo consumindo cocaína dentro de presídio de Porto Alegre

Lucas Azevedo

Colaboração para o UOL, em Porto Alegre

  • Reprodução/Youtube

    Vídeo nas redes sociais mostra supostos detentos usando cocaína em presídio de Porto Alegre

    Vídeo nas redes sociais mostra supostos detentos usando cocaína em presídio de Porto Alegre

Um vídeo que está circulando nas redes sociais mostra dezenas de presos consumindo cocaína sobre uma mesa, livremente. As imagens foram feitas por detentos dentro da Cadeia Pública de Porto Alegre, nova nomenclatura para o Presídio Central.

Nas cenas gravadas por celular, é possível ver, por cerca de 1 minuto e 50 segundos, mais de dez presos consumindo tranquilamente a droga, separada em carreiras, sobre uma mesa de madeira. É grande a quantidade da cocaína. Os homens fazem fila para cheirá-la. Ao fundo se ouvem gritos de incentivo ao uso

Nessa sexta-feira, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Rio Grande do Sul determinou que seja aberta uma investigação sobre o caso, mas não confirmou que as imagens tenha sido feitas dentro do presídio da capital gaúcha. No entanto, na nota, o secretário da pasta, Cezar Schirmer, classifica como "inaceitáveis, provocativas e acintosas a conduta dos presos".

O secretário determinou que a Polícia Civil realize a abertura de inquérito policial para apurar o tráfico de drogas e o uso de celulares no presídio gaúcho. Segundo Schirmer, o fato registrado "é decorrente de décadas de omissão e aceitação do Poder Público a este tipo de comportamento".

A Cadeia Pública tem capacidade de 1.905 presos, mas em outubro de 2017 tinha superlotação, com mais de 4,8 mil detentos no local.

Leia a íntegra da nota da SSP

O secretário Cezar  Schirmer determinou à Polícia Civil a abertura de inquérito policial para apurar o tráfico de drogas e o uso de celulares em presídio gaúcho, em virtude da divulgação nas redes sociais de um vídeo onde presos consomem cocaína, supostamente em um estabelecimento prisional do Estado.

O procedimento será instaurado junto às medidas administrativas que já estão sendo adotadas pela Brigada Militar e pela Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários). Os envolvidos nas gravações, no consumo e no tráfico, a entrada de celulares e de drogas, bem como as circunstâncias, o local e a data do ocorrido ainda não estão claras e precisam ser investigadas imediata e profundamente.

O secretário classificou como inaceitáveis, provocativas e acintosas a conduta dos presos. Schirmer ainda destacou que este tipo de fato é decorrente de décadas de omissão e aceitação do Poder Público a este tipo de comportamento e lembrou fatos idênticos ocorridos em governos anteriores, especialmente em 2014.

 

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