Vídeo de pornografia no WhatsApp motivou crime, diz suspeito de matar namorada em GO

Fabiana Marchezi

Colaboração para o UOL

  • Reprodução/Facebook

    José Carlos de Oliveira foi autuado por feminicídio após morte de Giselle Evangelista

    José Carlos de Oliveira foi autuado por feminicídio após morte de Giselle Evangelista

Um vídeo pornográfico recebido pelo WhatsApp teria sido o motivo do início da briga que terminou com a morte da servidora pública Giselle Evangelista, 38, em Goiás. O namorado dela, o comerciante José Carlos de Oliveira Júnior, 37, foi preso e confessou tê-la esganado até a morte. As informações foram confirmadas ao UOL nesta segunda-feira (19) pelo delegado Dannilo Proto, titular da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios.

De acordo com o delegado, Oliveira Júnior, que já foi autuado por feminicídio, contou que a briga, por ciúmes, começou depois que ele recebeu um vídeo pornográfico pelo aplicativo de celular WhatsApp. "Segundo ele, a vítima estava usando o celular dele, quando chegaram algumas mensagens e um vídeo pornográfico pelo WhatsApp e ela começou a questioná-lo, por ciúmes. Eles começaram a brigar e ela teria cuspido no rosto dele. Então ele a empurrou, ela caiu no chão e ele a esganou com as mãos", disse Proto.

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O comerciante também disse à polícia, em vários momentos do depoimento, que se arrepende do que fez e que a relação era conturbada há algum tempo. O casal estava junto havia dois anos. Segundo a polícia, em 2017, o suspeito chegou a trair Giselle, mas ela decidiu continuar com ele. Porém, os dois tinham constantes discussões, principalmente por ciúmes.

Ainda segundo a polícia, em depoimento, Oliveira disse que eles planejavam se casar e que depois de matá-la teria se arrependido e tentado reanimá-la. "Ele disse que havia reformado o apartamento porque eles iam se casar e que quando caiu em si e viu o que tinha feito, tentou fazer procedimentos para reanimar a vítima. Ele disse que fez massagem cardíaca e colocou até um ventilador perto dela, mas não funcionou", explicou Proto.

Divulgação / Polícia Civil de Goiás
O suspeito, José Carlos de Oliveira Júnior, de 37 anos, foi encontrado pela polícia em um matagal

O caso

O corpo de Gisele foi encontrado por familiares na tarde de sexta-feira (16), dentro do apartamento do suspeito na Vila Alpes, em Goiânia. Já Oliveira Júnior foi encontrado no sábado (17) em uma mata de Pirenópolis, onde estaria escondido. Segundo a polícia, ele queria fugir para a casa de parentes em Minaçu, mas o carro dele quebrou no caminho.

Parentes de Giselle relataram que receberam uma ligação do trabalho dela na manhã de sexta-feira informando que ela não havia comparecido. Como não conseguiram falar com ela, tampouco com o namorado, decidiram ir até o apartamento dele, onde encontraram o corpo da servidora sobre a cama.

Imagens das câmeras de segurança do prédio mostraram o casal chegando ao local na madrugada de sexta e Oliveira saindo sozinho em seu carro, cerca de duas horas depois. Após localizar o veículo na rodovia GO-431, em Pirenópolis, a polícia fez buscas na região e conseguiu prendê-lo.

A pena para o crime de feminicídio varia entre 12 e 30 anos de prisão. Ele já teve a prisão preventiva decretada e passará por audiência de custódia nesta tarde. O UOL tentou contato com o advogado do comerciante, mas não teve retorno até o fechamento da reportagem.

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