Interventor do RJ pede "sacrifício" da sociedade pela paz e promete anunciar equipe em breve

Luis Kawaguti

Do UOL, no Rio

  • Pedro Ladeira/Folhapress

    O general Walter Braga Netto, comendante do CML (Comando Militar do Leste) e interventor federal no Rio

    O general Walter Braga Netto, comendante do CML (Comando Militar do Leste) e interventor federal no Rio

O general Walter Souza Braga Netto, nomeado pelo governo federal interventor na área de segurança no Rio de Janeiro, afirmou em nota que o processo de intervenção demandará sacrifício e colaboração da sociedade. A nota diz ainda que a composição de sua equipe será anunciada em breve.

"O interventor destaca a necessidade da participação da sociedade fluminense nesse esforço conjunto", afirma nota divulgada pelo Comando Militar do Leste, do Exército.

"O processo demandará, de todos e de cada um, alguma parcela de sacrifício e de colaboração, em nome da paz social e da sensação de segurança almejadas", diz.

A intervenção no Rio de Janeiro foi determinada por decreto assinado pelo presidente Michel Temer (MDB) no último dia 16 e já está valendo. O ato foi aprovado na Câmara na segunda-feira (20) e deve ser votado no Senado ainda nesta terça. Os senadores vão decidir se o decreto continuará ou não em vigor.

A nota do Exército lembra que a intervenção está em fase inicial e afirma que "a equipe que trabalhará diretamente com o interventor está sendo formada e será anunciada nos próximos dias".

Nos bastidores do governo do Rio, há uma expectativa sobre quais eventuais mudanças o interventor pode fazer nos comandos das forças de segurança. 

Militares próximos ao general Braga Netto afirmaram que ele tem um perfil conciliador e deve ser criterioso ao determinar mudanças - para não perder o apoio das polícias.

A nota diz que os órgãos de segurança pública estadual seguem funcionando normalmente. "A intervenção tem caráter colaborativo e visa ao aperfeiçoamento gerencial e operativo de tais estruturas. Dessa forma, os resultados de natureza institucional serão percebidos a médio e longo prazos".

O comunicado também ressaltou o fato de a intervenção ser federal e não militar. "A natureza militar do cargo, à qual se refere o decreto, deve-se unicamente ao fato de o interventor ser um oficial-general da ativa do Exército Brasileiro". 

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