Violência no Rio

Intervenção anuncia mobilização de mais militares para reforçar patrulhamento nas ruas do Rio

Do UOL, no Rio

  • Erbs Jr/AGIF/Estadão Conteúdo

    Militares patrulham orla de Copacabana, na zona sul carioca. Base foi montada em frente ao hotel Copacabana Palace

    Militares patrulham orla de Copacabana, na zona sul carioca. Base foi montada em frente ao hotel Copacabana Palace

O Comando Conjunto da intervenção federal no Rio anunciou que destinará mais agentes para o patrulhamento diário das ruas da capital fluminense. A partir desta segunda-feira (2), um total 165 militares e 100 guardas municipais passam a ajudar a Polícia Militar a garantir a segurança nas zonas sul, norte e no centro da cidade.

O patrulhamento com militares nas ruas começou há uma semana. Mas, na ocasião, moradores se queixaram por não ter encontrado muitas tropas espalhadas pela cidade e porque os militares ficavam pouco tempo em locais fixos. O Comando Conjunto afirmou que o patrulhamento era móvel e por isso não ficava muito tempo nos mesmos pontos e assim nem sempre seria visto.

O efetivo das Forças Armadas para a tarefa ganhou 50 militares da Marinha, atingindo o total de 165 agentes. O número de guardas municipais que aturaram na semana passada não é conhecido, por isso não é possível saber em quanto foi aumentado.

Os 265 agentes mobilizados pelos dois órgãos se dividirão em patrulhas efetivas e forças de contingência para responder a eventuais ameaças.

A partir desta segunda-feira (2), os fuzileiros navais da Marinha assumem a responsabilidade sobre a zona sul carioca. O Exército, por sua vez, será remanejado para ocupar ruas de bairros da zona norte. No centro, a segurança continua a cargo da Polícia Militar e da Guarda Municipal. 

Os fuzileiros devem assumir, portanto, os oito pontos distribuídos pela orla de Copacabana e outras praias da zona sul. Cada grupo de combate --ou "fração constituída"-- é composto por nove militares, sendo um sargento e oito soldados. Eles não possuem uma base fixa, isto é, estão sempre se movimentando pelo terreno patrulhado.

"E, como vocês podem perceber, o patrulhamento é dinâmico e mesclado. Com deslocamento das viaturas e também pausas estáticas em determinados pontos a critério dos comandantes de batalhão", afirmou o porta-voz do Comando Conjunto, coronel Carlos Frederico Cinelli, no último sábado (31 de março).

Segundo o Comando Conjunto, haverá também um reforço nas forças da Polícia Militar, mas o número de policiais adicionais não foi divulgado. A equipe de intervenção classificou o reforço de patrulhamento de rua como uma ação emergencial, que visa aumentar a sensação de segurança no Rio. O objetivo principal dos interventores e reestruturar os órgãos policiais do estado.

Além do patrulhamento nas ruas, há também vigilância aérea na cidade, com emprego de helicópteros do Exército. As aeronaves captam e enviam imagens para o CICC (Centro Integrado de Comando e Controle) e para o Comando Conjunto (situado no Palácio Duque de Caxias, sede do CML). Nesses locais, estão os órgãos de inteligência mobilizados na intervenção federal.

O patrulhamento militar nas ruas do Rio foi anunciado na segunda-feira passada (26) depois de uma série de episódios de violência na cidade. Em apenas dois dias, ao menos nove pessoas morreram em confrontos entre policiais e criminosos na favela da Rocinha, na zona sul.

Treinamento

Começou nesta segunda-feira o treinamento de capacitação de policiais militares do 14º BPM (Bangu), na zona oeste carioca, primeira unidade da Polícia Militar a ser inspecionada pelo Comando Conjunto da intervenção --a vistoria ocorreu no dia 14 de março. 

A medida foi anunciada pelo secretário de Segurança, general Richard Nunes. Os PMs terão aulas ministradas por oficiais das Forças Armadas. O Gabinete de Intervenção Federal ainda não informou detalhes desse trabalho.

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