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Intervenção anuncia mobilização de mais militares para reforçar patrulhamento nas ruas do Rio

Erbs Jr/AGIF/Estadão Conteúdo
Militares patrulham orla de Copacabana, na zona sul carioca. Base foi montada em frente ao hotel Copacabana Palace Imagem: Erbs Jr/AGIF/Estadão Conteúdo

Do UOL, no Rio

02/04/2018 16h22

O Comando Conjunto da intervenção federal no Rio anunciou que destinará mais agentes para o patrulhamento diário das ruas da capital fluminense. A partir desta segunda-feira (2), um total 165 militares e 100 guardas municipais passam a ajudar a Polícia Militar a garantir a segurança nas zonas sul, norte e no centro da cidade.

O patrulhamento com militares nas ruas começou há uma semana. Mas, na ocasião, moradores se queixaram por não ter encontrado muitas tropas espalhadas pela cidade e porque os militares ficavam pouco tempo em locais fixos. O Comando Conjunto afirmou que o patrulhamento era móvel e por isso não ficava muito tempo nos mesmos pontos e assim nem sempre seria visto.

O efetivo das Forças Armadas para a tarefa ganhou 50 militares da Marinha, atingindo o total de 165 agentes. O número de guardas municipais que aturaram na semana passada não é conhecido, por isso não é possível saber em quanto foi aumentado.

Os 265 agentes mobilizados pelos dois órgãos se dividirão em patrulhas efetivas e forças de contingência para responder a eventuais ameaças.

A partir desta segunda-feira (2), os fuzileiros navais da Marinha assumem a responsabilidade sobre a zona sul carioca. O Exército, por sua vez, será remanejado para ocupar ruas de bairros da zona norte. No centro, a segurança continua a cargo da Polícia Militar e da Guarda Municipal. 

Os fuzileiros devem assumir, portanto, os oito pontos distribuídos pela orla de Copacabana e outras praias da zona sul. Cada grupo de combate --ou "fração constituída"-- é composto por nove militares, sendo um sargento e oito soldados. Eles não possuem uma base fixa, isto é, estão sempre se movimentando pelo terreno patrulhado.

"E, como vocês podem perceber, o patrulhamento é dinâmico e mesclado. Com deslocamento das viaturas e também pausas estáticas em determinados pontos a critério dos comandantes de batalhão", afirmou o porta-voz do Comando Conjunto, coronel Carlos Frederico Cinelli, no último sábado (31 de março).

Segundo o Comando Conjunto, haverá também um reforço nas forças da Polícia Militar, mas o número de policiais adicionais não foi divulgado. A equipe de intervenção classificou o reforço de patrulhamento de rua como uma ação emergencial, que visa aumentar a sensação de segurança no Rio. O objetivo principal dos interventores e reestruturar os órgãos policiais do estado.

Além do patrulhamento nas ruas, há também vigilância aérea na cidade, com emprego de helicópteros do Exército. As aeronaves captam e enviam imagens para o CICC (Centro Integrado de Comando e Controle) e para o Comando Conjunto (situado no Palácio Duque de Caxias, sede do CML). Nesses locais, estão os órgãos de inteligência mobilizados na intervenção federal.

O patrulhamento militar nas ruas do Rio foi anunciado na segunda-feira passada (26) depois de uma série de episódios de violência na cidade. Em apenas dois dias, ao menos nove pessoas morreram em confrontos entre policiais e criminosos na favela da Rocinha, na zona sul.

Treinamento

Começou nesta segunda-feira o treinamento de capacitação de policiais militares do 14º BPM (Bangu), na zona oeste carioca, primeira unidade da Polícia Militar a ser inspecionada pelo Comando Conjunto da intervenção --a vistoria ocorreu no dia 14 de março. 

A medida foi anunciada pelo secretário de Segurança, general Richard Nunes. Os PMs terão aulas ministradas por oficiais das Forças Armadas. O Gabinete de Intervenção Federal ainda não informou detalhes desse trabalho.