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Após morte de PM, Grande Belém tem 18 assassinatos em dois dias

Reprodução/Susipe
Em 10 de abril, houve troca de tiros entre o grupo que tentou invadir um presídio em Belém, parte dos detentos e a equipe penitenciária Imagem: Reprodução/Susipe

Wanderley Preite Sobrinho

Do UOL em São Paulo

30/04/2018 19h50

Pelo menos 18 pessoas foram mortas na Região Metropolitana de Belém entre domingo e esta segunda-feira (30) após a execução da cabo da PM Maria de Fátima dos Santos, 49, ocorrida dentro de sua própria casa no último domingo (29).

De acordo com a Segup (Secretaria de Estado de Segurança Pública), dez pessoas foram encontradas com sinais de execução entre 13h45 de ontem e 00h de hoje. Ainda nesta segunda, por volta das 13h, outras quatro mortes foram registradas. Entre 13h e 18h, outras quatro mortes.

Dentre as dez primeiras vítimas, seis foram nos bairros Águas Lindas, em Ananindeua; e Condor, Marco, Canudos, Terra-Firme e Una, em Belém. As outras quatro vítimas foram socorridas, mas morreram no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, no posto de saúde de Águas Lindas, no Pronto Socorro da 14 de Março e no Pronto Socorro do Guamáe.

Já os quatro primeiros crimes de hoje ocorreram por volta das 13h; três foram executados no bairro do Tapanã e um no Mangueirão, em Belém. Ao UOL, o secretário-adjunto de comunicação confirmou que, até o final do dia, outras quatro pessoas foram executadas. "Todas nas periferias de Belém. A Região Metropolitana tem cerca de 2,4 milhões de pessoas."

PM de Belém
Maria Fátima Cardoso dos Santos, 49 anos Imagem: PM de Belém
Embora andasse escoltada nos últimos dias, a cabo Maria Fátima foi encontrada morta dentro de sua própria casa na tarde de domingo (29), elevando para 21 o número de PMs assassinados no Pará somente este ano.

Por meio de nota, a secretaria informa que o crime está sendo investigado pela Divisão de Homicídios, vinculada à Polícia Civil, enquanto as investigações das demais foram divididas entre a Divisão de Homicídios e as delegacias dos bairros.

32 mortes

Entre os dias 9 e 10 de abril, ao menos 32 pessoas morreram em condições parecidas. Na segunda-feira (9), 11 pessoas foram assassinadas após a morte de dois policiais militares.

No dia seguinte, 21 pessoas também morreram, incluindo o agente penitenciário Guardiano Santana, 57. De acordo com a Segup, as mortes foram resultado de uma troca de tiros entre policiais e um grupo externo "fortemente armado" que tentou fazer um resgate no CRP III (Centro de Recuperação Penitenciário do Pará III), no complexo Prisional de Santa Izabel, Região Metropolitana de Belém.