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Polícia prende 3 suspeitos no Rio que tentavam recuperar armas escondidas na mata

Divulgação/Polícia Civil do Rio
A polícia apreendeu 5 fuzis calibre 762, 5 granadas, 3 pistolas de origem americana, munição, carregadores de fuzil e roupas camufladas Imagem: Divulgação/Polícia Civil do Rio

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio

2018-06-12T11:30:30

12/06/2018 11h30

A Polícia Civil do Rio prendeu na noite desta segunda-feira (11) três homens em uma embarcação na praia Vermelha, no bairro da Urca, zona sul carioca. Segundo a instituição, o trio foi detido após resgatar parte do armamento pesado utilizado no confronto entre facções criminosas e as forças de segurança, neste fim de semana na região.

A polícia apreendeu ainda cinco fuzis calibre 762, cinco granadas, três pistolas de origem americana, grande quantidade de munição e carregadores de fuzil. Também foram encontradas roupas camufladas.

Os suspeitos foram identificados como Wallyson Menezes Monteiro, Júlio Carlos de Souza e Murillo Vitoriano Gomes Souza Júnior e vão responder por associação para o tráfico e porte ilegal de armas de uso restrito. O UOL não conseguiu contato com a defesa dos acusados.

Segundo o delegado Marcus Amim, da 27° DP, que coordenou a ação, os criminosos saíram da Vila dos Pinheiros, favela comandada pelo Terceiro Comando Puro, no Complexo da Maré, na zona norte -- mesma facção que comanda o morro da Babilônia-- pelo canal do Cunha até a baía de Guanabara e chegaram à praia Vermelha.

Depois, dois deles subiram o morro da Urca até a mata e resgataram o armamento que estava escondido. Um dos bandidos ficou aguardando na embarcação.

"Dados da inteligência indicaram que criminosos resgatariam esse material à noite pela rota marítima. Só bandidos que participaram do confronto seriam capazes de localizar esse armamento à noite no meio da mata. Esperamos eles resgatarem o material para efetuar a prisão em flagrante", afirmou o Amim.

Corpos encontrados na praia

No domingo (10), sete corpos foram encontrados na região entre os bairros do Leme e da Urca, nos arredores do Pão de Açúcar - cartão postal da cidade.

De acordo com a Divisão de Homicídios, que assumiu o caso, cinco dos sete homens vestiam roupas camufladas e coletes de estilo militar.

A família das vítimas acusou a policiais de matarem os sete homens após ele serem rendidos. No entanto, o laudo preliminar da morte mostra que os corpos têm marcas de tiros que foram disparados à distância, o que contradiz a versão de parentes. O laudo final será concluído em breve.

Ainda de acordo com a polícia, o grupo integrava o Terceiro Comando Puro e era da Vila dos Pinheiros. Eles estavam há dois meses na região para reforçar a quadrilha no confronto contra o Comando Vermelho para dominar as duas comunidades.

Na sexta-feira, eles teriam buscado abrigo na mata que liga as duas favelas e vai até a Urca, quando acabaram surpreendidos por policiais militares que faziam uma incursão pela floresta. Houve confronto, um PM foi ferido nas pernas por estilhaços da explosão de uma granada de mão e um suspeito foi preso.

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