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Painel com rosto de Marielle é restaurado após ser alvo de vandalismo em SP

Painel com o rosto de Marielle Franco é restaurado na zona oeste de São Paulo - Luís Adorno/UOL
Painel com o rosto de Marielle Franco é restaurado na zona oeste de São Paulo Imagem: Luís Adorno/UOL

Do UOL, em São Paulo

29/09/2018 20h14

Um painel com o rosto de Marielle Franco pintado em uma escadaria do bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, foi restaurado depois de ter sofrido um ato de vandalismo em maio.

O painel foi produzido por voluntários e militantes de direitos humanos em homenagem à vereadora carioca assassinada em 14 de março, na região central do Rio de Janeiro. O crime também resultou na morte do motorista Anderson Gomes.

No detalhe da imagem: tinta vermelha na altura da testa, e tinta preta de cima a baixo - Janaina Garcia/UOL - Janaina Garcia/UOL
No detalhe da imagem: tinta vermelha na altura da testa, e tinta preta de cima a baixo
Imagem: Janaina Garcia/UOL

Localizado na escadaria entre as ruas Cristiano Viana e Cardeal Arcoverde, o painel tinha sido manchado por tinta preta e vermelha. Ao lado da arte --uma foto ampliada do rosto da parlamentar em preto e branco--, frases que a exaltavam foram apagadas com tinta branca.

Após a restauração, as frases “vai ter luta”, “não serei interrompida”, entre outras, foram reescritas no muro da escadaria.

Seis meses sem respostas

O assassinato de Marielle completou seis meses sem que os autores do crime fossem identificados ou que suas motivações fossem esclarecidas.

Marielle voltava para casa na noite de 14 de março, acompanhada de Anderson e de uma assessora após deixar uma reunião política na Lapa, centro do Rio.

A partir de imagens de câmeras de segurança, a polícia investiga o envolvimento de dois carros --um deles um Cobalt prata-- que seguiram o automóvel de Marielle. Na rua Joaquim Palhares, um dos automóveis emparelhou com o veículo onde estava a vereadora e, de dentro dele, um criminoso efetuou os disparos. Ao menos 13 tiros foram disparados.

Até o momento, cinco suspeitos de envolvimento estão presos, mas as detenções são relacionadas a outros crimes. A polícia ainda não revelou as provas que ligariam esses homens aos assassinatos.

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