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Corpo de bebê desaparece de maternidade e é incinerado por engano em Goiás

Fachada da Maternidade Marlene Teixeira, onde morreu o bebê recém-nascido, após problemas respiratórios - Fábio Lima
Fachada da Maternidade Marlene Teixeira, onde morreu o bebê recém-nascido, após problemas respiratórios Imagem: Fábio Lima

Bruna Alves

Colaboração para o UOL, de São Paulo

26/10/2019 18h24

A Polícia Civil vai investigar o sumiço do corpo de um recém-nascido que morreu horas após o parto, mas teve o corpo retirado da maternidade e incinerado por engano, por uma empresa terceirizada, em Aparecida de Goiânia, cidade localizada na região metropolitana de Goiânia.

De acordo com o boletim de ocorrência, o filho de Rogério Cardoso de Almeida e Juliana Fernandes nasceu prematuro, no sétimo mês de gestação, na Maternidade Marlene Teixeira, na última quinta-feira (24). O atestado de óbito da criança informa que a morte foi constatada ontem, cerca de 12 horas após o nascimento, por problemas respiratórios.

Para a polícia, os pais do recém-nascido afirmaram ter visto o corpo do filho na maternidade, porém, o pai precisou sair para resolver as pendências do velório e do enterro. Quando retornou para buscar o corpo com o SVO (Serviço de Verificação de Óbitos), o bebê havia desaparecido. A família estava sem notícias do paradeiro do corpo da criança desde ontem.

Por volta das 6h30 deste sábado, a Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia confirmou que o corpo ainda não havia sido localizado e disse que estava colaborando com as investigações da polícia.

Mais tarde, a pasta confirmou, por meio de nota oficial, que, por engano, o corpo do recém-nascido havia sido retirado da maternidade e incinerado.

"Por meio do que foi apurado chegou-se ao indicativo de que a empresa responsável pelo recolhimento dos resíduos biológicos cometeu um equívoco e levou o corpo do recém-nascido para incineração", diz um trecho da nota.

A secretaria afirmou, ainda, que não houve erro da maternidade. "A equipe da maternidade procedeu conforme protocolo e acondicionou o corpo, devidamente identificado, em local adequado até a vinda da empresa funerária."

Em entrevista ao jornal local Anhanguera, o pai lamentou não poder enterrar o filho. "Já estou sofrendo muito porque perdi meu bebê e agora não tem nem corpo, não posso nem enterrar meu filho com dignidade", afirmou Almeida.

A Secretaria Municipal de Saúde ressaltou que lamenta o ocorrido e que está prestando apoio à família. A pasta disse, ainda "que irá aplicar junto aos responsáveis pelo erro todas as sanções cabíveis".

A reportagem entrou em contato com a empresa responsável pela coleta de resíduos na maternidade, a Resíduo Zero Ambiental, que, segundo a Secretaria de Saúde, levou o corpo do recém-nascido por engano para incinerar. Porém, até o fechamento desta reportagem, a empresa não respondeu às ligações nem aos e-mails enviados.

O caso continua sendo investigado pela DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente).

Cotidiano