PUBLICIDADE
Topo

Cotidiano

Esse conteúdo é antigo

Jornalista argentino morre afogado em praia durante férias em Florianópolis

Marcelo Pagliaccio, jornalista argentino que morreu em Florianópolis - Arquivo pessoal
Marcelo Pagliaccio, jornalista argentino que morreu em Florianópolis Imagem: Arquivo pessoal

Abinoan Santiago

Colaboração para o UOL, em Ponta Grossa

06/02/2020 12h55

Um jornalista argentino, de 32 anos, morreu vítima de parada cardiorrespiratória em decorrência de um afogamento ocorrido ontem na praia de Canasvieiras, um dos principais pontos turísticos na região Norte da ilha de Florianópolis. Marcelo Pagliaccio estava de férias e atuava como editor do diário esportivo Olé, uma das principais publicações do gênero na Argentina.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a vítima já estava na areia quando os primeiros socorros chegaram à praia, por volta de 6h50. Ele foi retirado da água pelos próprios amigos que o acompanhava. O grupo havia saído de uma festa na madrugada e decidiu entrar no mar antes de retornar para o local onde estava hospedado.

O jornalista deu entrada com vida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte, ainda no bairro Canasvieiras, mas não resistiu a uma parada cardiorrespiratória por conta do grande volume de água ingerido.
A morte do jornalista que atuava há 10 anos no diário Olé fez o tradicional editorial da publicação dar lugar à última homenagem na edição de hoje.

Segundo o jornal, Marcelo morreu enquanto realizava um antigo sonho de conhecer Florianópolis durante as férias. A publicação ainda lembra que o jornalista era fã do futebol italiano, em especial da Fiorentina, seu time de coração.

"Como entender ou aceitar que esse sonho acontece com você em suas férias dos sonhos em Florianópolis? Ver o nascer do sol e entrar no mar com o nascer do sol tornou-se um plano fatal. Os laudos médicos confirmarão se ele desapareceu, se teve um problema cardíaco e depois se afogou, mas o que importa? As manhãs de Olé não terão mais seu humor ou sua raiva, sua risada e sua predisposição constante. (...) A dor nos impede de escrever muito mais, porque lamentamos e queremos apenas chorar", publicou o jornal.

Nas redes sociais, amigos e familiares do jornalista também lamentaram a morte. "Não posso acreditar nisso, Marcelo Pagliaccio, meu sobrinho do coração. Voe alto, meu que amor, que em cima vamos nos encontrar e a tia vai te abraçar forte como sempre. Te amo", escreveu uma tia do jornalista, Carmen Cabral, em seu perfil no Facebook.

Familiares de Marcelo Pagliaccio estão a caminho de Florianópolis para tratar do translado do corpo e o consulado argentino acompanha o caso.

Cotidiano