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São Paulo deve ampliar flexibilização, diz secretário da Saúde da capital

Na fase laranja da flexibilização, São Paulo viu o movimento nas ruas crescer com a reabertura do comércio e de shoppings - Amanda Perobelli Na fase laranja da flexibilização, São Paulo viu o movimento nas ruas crescer com a abertura do comércio
Na fase laranja da flexibilização, São Paulo viu o movimento nas ruas crescer com a reabertura do comércio e de shoppings Imagem: Amanda Perobelli Na fase laranja da flexibilização, São Paulo viu o movimento nas ruas crescer com a abertura do comércio

Do UOL, em São Paulo

24/06/2020 08h20Atualizada em 24/06/2020 10h22

O secretário municipal da Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, disse hoje em entrevista ao Bom Dia SP, da TV Globo, que a capital paulista deve ampliar a flexibilização da quarentena imposta pela pandemia do novo coronavírus e avançar para a fase amarela do Plano São Paulo.

"Sem dúvida nenhuma. Se nós formos levar em conta os critérios estabelecidos pelo Comitê de Contingência, São Paulo evidentemente passaria para a fase amarela", afirmou o secretário, adiantando a provável decisão do governo estadual.

Atualmente, São Paulo se encontra na fase laranja, que permite a reabertura com restrições de shoppings, galerias, comércios, escritórios e concessionárias.

Na próxima etapa, a amarela, bares, restaurantes e salões de beleza poderão reabrir com restrições. Caso se confirme, o avanço na flexibilização deve ser anunciado na próxima sexta-feira (26) por João Doria (PSDB), governador do estado.

Aparecido disse que a cidade de São Paulo está "com números mais estáveis tanto na taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e também de óbitos" pela covid-19, o que pode permitir que a capital paulista avance de fase.

O Plano São Paulo, criado pelo governo estadual, leva em conta cinco índices para definir quais localidades podem avançar na flexibilização: números de casos de covid-19, internações, mortes, taxa de ocupação de UTI e a quantidade existente de leitos para cada 100 mil habitantes.

Segundo dados atualizados ontem pela Secretaria de Saúde da cidade de São Paulo, a capital paulista registra 119 mil casos oficiais de covid-19 e 6,6 mil mortes pela doença.

Hospitais de campanha seguem abertos

Sobre uma possível desativação dos hospitais de campanha, o secretário afirmou que a ideia da prefeitura "é manter as coisas como estão" e pontuou que ainda "não é hora de falar" sobre o assunto.

"É preciso a gente enxergar o desenvolvimento da pandemia por mais uma semana, 14 dias eventualmente, para tomarmos uma decisão de desativação", explicou.

São Paulo possui dois hospitais de campanha ligados ao poder público municipal: o do Pacaembu e o do Anhembi. A capital possui mais dois hospitais de campanha em Heliópolis e no Complexo do Ibirapuera, mas eles são vinculados ao governo estadual.

A unidade do Pacaembu possui 33 internados, enquanto a do Anhembi possui 212, a grande maioria deles em leitos de enfermaria, segundo dados atualizados ontem pela Secretaria de Saúde da cidade.

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