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Advogados são mortos em ataque a tiros dentro de escritório em Goiânia

Segundo polícia, suspeitos foram ao estabelecimento se passando por clientes - Pedro Paulo Couto/Colaboração para o UOL
Segundo polícia, suspeitos foram ao estabelecimento se passando por clientes Imagem: Pedro Paulo Couto/Colaboração para o UOL

Pedro Paulo Couto

Colaboração para o UOL, em Goiânia

28/10/2020 19h52

Dois advogados foram mortos a tiros na tarde de hoje, dentro do escritório, em Goiânia. As vítimas são Frank Alessandro Carvalhaes de Assis, de 47 anos, e Marcus Aprigio Chaves, de 41 anos, filho do desembargador e ex-presidente do TJGO (Tribunal de Justiça de Goiás), Leobino Valente Chaves.

Segundo Informações da Polícia Militar, dois homens teriam marcado um horário com os advogados como se fossem clientes. Os suspeitos chegaram em um carro branco e, quando entraram em uma sala com as vítimas, efetuaram os disparos.

Uma secretária do escritório de advocacia, localizado no Setor Aeroporto, estava no estabelecimento. Ao ouvir os tiros, ela se trancou em outra sala. A mulher já foi ouvida pela polícia, e a dupla ainda não foi identificada.

Para apurar o caso, a Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios criou uma força-tarefa composta por cinco delegados e 30 policiais civis, em conjunto com PM, Instituto de Criminalística e Instituto de Identificação.

Segundo David Soares da Costa Júnior, presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB-GO (Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Goiás), tudo indica que o crime teve como motivação a profissão das vítimas, que atuavam na área cível.

"Vamos aguardar e cobrar as investigações desse fato", resumiu.

Por meio de nota, a OAB-GO manifestou inconformismo com os assassinatos e demonstrou repúdio à escalada de violência contra a advocacia. De acordo com o texto, as características do crime sugerem premeditação.

O governador Ronaldo Caiado (DEM) também se manifestou com tristeza e disse que o ocorrido será apurado com o rigor da lei. Já o presidente do TJGO, desembargador Walter Carlos Lemes, decretou luto oficial no Judiciário do estado por três dias.

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