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Conteúdo publicado há
5 meses

PM atira e mata motorista de app em briga em posto de combustível no RJ

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio

18/11/2020 08h29

Um homem identificado como Diego Sampaio, morreu após ser baleado por um policial militar em um posto de gasolina, localizado no bairro de Pendotiba, na Região Oceânica de Niterói - cidade da região metropolitana do Rio. Procurada, a PM confirmou que o disparo foi realizado por um policial militar.

O caso ocorreu na noite de ontem. Imagens do circuito interno de segurança do posto, mostram o suspeito, um PM sem farda, dentro de um carro particular. Um outro veículo, passa por ele, para um pouco mais a frente e a mulher, que estava no banco do carona, desce do veículo e vai em direção ao PM. Neste momento, o policial desce com a arma em mãos. Em seguida, o motorista do aplicativo deixa o veículo, reage e acaba baleado.

Diego foi atingido no abdômen. O Corpo de Bombeiros foi acionado e socorreu a vítima para o Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo - cidade vizinha a Niterói.

carro - Reprodução de vídeo - Reprodução de vídeo
Imagem: Reprodução de vídeo

De acordo com a unidade, a vítima chegou morta no local. "O corpo está sendo liberado para o IML (Instituto Médico Legal)", informou a secretaria de saúde.

Segundo a PM, o policial se apresentou à guarnição enviada ao local. "Segundo narrado pelo policial militar, houve um desentendimento entre ele e a pessoa ferida, que era condutor de um outro veículo. O motorista desembarcou do carro na intenção de agredir o policial. A ordem de parada dada foi desrespeitada e o policial realizou disparo de arma de fogo na intenção de conter a situação".

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) e, em paralelo, a PM informou que a 4ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar já ouviu o policial. Ele foi liberado. "Um procedimento apuratório interno foi instaurado para averiguar o fato", informou a PM através de nota.

Mulher do motorista lamenta

A esposa do motorista que foi baleado, Hellen Cristina, de 33 anos, contou que o policial estava discutindo com o frentista e atrasando o atendimento no posto. A confusão entre ele e o casal começou, após a mulher reclamar da atitude dele.

"Ele tirou a borracha que abastece o carro e o frentista disse que ele não poderia mexer ali, que ele [o frentista] poderia até ser chamado a atenção. Ele respondeu dizendo que não estava nem aí para ele, estava brigando, querendo falar com o gerente. Eu disse a ele: 'Pô, cara, você está atrasando a vida de todo mundo' e aconteceu tudo isso", disse a mulher ao UOL na manhã de hoje.

Hellen contou ainda que após os disparos o PM falou para ela: "Você viu a m** que me obrigaram a fazer". Só depois dos disparos o homem se identificou como PM.

Diego deixa uma filha de 8 anos. "Estou me preparando para dar a notícia para ela. Nem sei como começar. Ele [Diego] era um excelente pai de família, uma pessoa tranquila, não tenho o que falar dele", contou.

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