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Caso Henry: 'Orgulho da mãe que me tornei', disse Monique antes da prisão

Monique Medeiros, mãe de Henry, publicou uma foto com o menino dizendo ter orgulho da mãe que se tornou, um dia antes de ser presa - Reprodução/Instagram
Monique Medeiros, mãe de Henry, publicou uma foto com o menino dizendo ter orgulho da mãe que se tornou, um dia antes de ser presa Imagem: Reprodução/Instagram

Colaboração para o UOL, em São Paulo

08/04/2021 10h17Atualizada em 08/04/2021 16h34

Monique Medeiros, investigada pela morte do filho Henry Borel na madrugada de 8 de março, no Rio de Janeiro, postou nas redes sociais ontem uma foto antiga ao lado do garoto, na qual se descreve orgulhosa da mãe que havia se tornado. Monique e o médico e vereador Dr. Jairinho, padrasto de Henry, foram presos na manhã de hoje na capital fluminense.

"Me orgulho da mãe que me tornei e me orgulho do filho que tive", escreveu Monique na conta do Instagram que foi criado pela defesa dela e do namorado para publicar as versões deles sobre a morte do menino. "Perfil criado para demonstrar a verdade e para que a justiça prevaleça sobre especulações. E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. João 8:32", informa a biografia do perfil.

Além de falar sobre o seu "orgulho", Monique continuou tecendo elogios ao filho na postagem.

"Meu bebê sempre foi muito bem cuidado... Todos os que nos conheciam sabiam como ele era um menino feliz e muito amado. Henry era um menino doce, educado, gentil, carinhoso, amoroso, sensível e muito amado. Na verdade, ele só conhecia o Amor. Infelizmente e com muita dor no coração, digo que só pude estar em sua presença por 4 anos. Mas foram, meus mais belos, 4 anos e 10 meses. Onde conheci verdadeiramente o significado dos mais sinceros valores humanos", completou.

Ainda foi criado pela defesa do casal um canal no YouTube que contém os vídeos veiculados no Instagram e um site.

Monique e Jairinho foram presos preventivamente na casa de uma tia do político em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro. Os mandados com os pedidos de prisão pelo assassinato foram expedidos pelo 2º Tribunal do Júri.

Para a polícia, o menino morreu em decorrência de agressões. Segundo os investigadores, Dr. Jairinho já tinha histórico de violência contra o menino. Segundo a investigação, o parlamentar se trancou no quarto para agredir Henry com chutes e pancadas na cabeça um mês antes do crime — a mãe soube das agressões, ainda de acordo com a polícia.

Entenda o caso

Henry Borel, de 4 anos, havia passado o final de semana com o pai, o engenheiro Leniel Borel de Almeida. Por volta das 19h, ele deixou a criança no condomínio onde morava a mãe do menino, Monique Medeiros, que havia se mudado para viver com o novo namorado, o vereador Dr. Jairinho, com quem começou um relacionamento em outubro de 2020.

Câmeras de segurança registraram a chegada do garoto, sem nenhum problema de saúde aparente.

De acordo com as investigações, na madrugada do dia 8, Jairinho e Monique levaram o menino ao Hospital Barra D'Or, na Barra da Tijuca, onde relataram que a criança apresentava dificuldade respiratória. O casal então ligou para o pai do garoto para relatar o ocorrido.

Leniel foi, então, até a unidade de saúde e encontrou os médicos tentando reanimar a criança. Orientado pelos profissionais do hospital, o pai do menino abriu uma ocorrência na 16ª DP para entender o que aconteceu com o filho. A morte do menino ocorreu ainda no dia 8.

O laudo da necropsia de Henry indicou sinais de violência e a causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática causada por uma ação contundente.

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