PUBLICIDADE
Topo

Cotidiano

Conteúdo publicado há
15 dias

Morador de prédio em GO é intimado após ofender porteira: 'Grava, macaca'

Anderson Santana

Colaboração para o UOL, Anápolis (GO)

20/04/2021 10h06

Uma porteira de um prédio em Goiânia (GO) sofreu xingamentos e discriminação racial no domingo (18) de um morador do condomínio, e fez o flagra gravando os ataques pelo celular. Vinícius Pereira da Silva foi filmado agredindo verbalmente a funcionária do Residencial M Times, no Jardim Goiás.

As imagens divulgadas nas redes sociais mostram o homem gritando contra a porteira: "Grava, macaca! Chimpanzé! Chipanga! Me encara, desgraça". A mulher apresentou as imagens como provas de injúria racial ao registrar a ocorrência no 8º Distrito da Polícia Civil, em Goiânia

Em entrevista à TV Globo - e com a identidade preservada - a vítima disse que a discussão começou quando o homem tentou entrar no prédio fazendo uma sinalização com as mãos. De acordo com ela, as regras de acesso ao condomínio exigem identificação adequada, o que difere do comportamento apresentado pelo acusado.

Após ofender a funcionária e já no apartamento onde reside, o morador interfonou para a portaria e continuou as ofensas, de acordo com a vítima. "Você não presta, desgraça. Você é uma merda, abaixo de zero". Por fim, o acusado ainda intimidou a vítima ao informar que era policial e que desceria até a portaria: "Vou meter minha arma na cintura e vou aí resolver", ameaçou ele.

Na manhã de hoje, a Polícia Civil confirmou que, além da vítima, outras três testemunhas foram ouvidas. "O acusado já foi localizado e intimado. Ele deve comparecer hoje na 8ª delegacia de polícia. Caso contrário, nós iremos atrás dele", afirmou o agente de polícia Daniel. O caso foi registrado como injúria racial.

Ao UOL, outro porteiro do condomínio, identificado como Wesley, informou que a funcionária agredida é registrada por uma empresa terceirizada que presta serviços ao condomínio. Ele ainda disse que o síndico do prédio não estava autorizado a se manifestar.

A reportagem não localizou o acusado para se manifestar sobre o ocorrido.

Cotidiano