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Coveiro leva facada ao separar briga de família em enterro em Araçatuba

"Recanto de Paz"? Enterro em Araçatuba acabou em briga por conta de uma herança - Divulgação/Prefeitura de Araçatuba
'Recanto de Paz'? Enterro em Araçatuba acabou em briga por conta de uma herança Imagem: Divulgação/Prefeitura de Araçatuba

Naian Lopes

Colaboração para o UOL, em Pereira Barreto (SP)

29/04/2021 11h29

Um sepultamento terminou com um coveiro de 46 anos ferido após tentar impedir que um homem atacasse os próprios parentes com uma faca, em Araçatuba (SP), ontem à tarde. Com suspeita de ter rompido um dos tendões da mão direita, o profissional foi encaminhado para o pronto-socorro da cidade.

De acordo com informações da Polícia Civil, um comerciante, também de 46 anos, foi ao enterro da tia para conversar com os irmãos e outros familiares sobre a herança - R$ 200 mil em dinheiro e um automóvel. A conversa, no entanto, se transformou em briga e ameaça, segundo depoimento do coveiro.

Ele afirmou à polícia que um bate-boca se iniciou entre os presentes e o suspeito perdeu a paciência e ameaçou os parentes com uma faca. O coveiro afirmou que foi neste momento que tentou apaziguar o clima, mas acabou sendo ferido pelo suspeito.

Com o profissional do cemitério machucado, as pessoas que presenciaram o ocorrido acionaram a Guarda Municipal de Araçatuba, que foi até o local para atender a ocorrência.

Quando chegaram ao cemitério, os agentes de segurança pública encontraram o coveiro sangrando e ele foi encaminhado ao Pronto Socorro para atendimento. Em seguida, o funcionário do Cemitério Recanto da Paz passou por exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal).

A faca usada no episódio foi apreendida pelos policiais e levada para a delegacia, pois será feita perícia. O comerciante acusado de ter cometido o crime se apresentou à polícia e prestou esclarecimentos sobre o caso.

Após dar o seu depoimento, o rapaz foi liberado e responderá em liberdade. Um inquérito foi aberto e, o suspeito poderá ser indiciado por lesão corporal. Já o coveiro não corre risco de morte.

O UOL conversou com o investigador responsável pelo caso, Márcio de Oliveira, e ele explica que não será avaliada a questão da herança no inquérito. "Na parte penal não vamos entrar no mérito da herança, mas vamos investigar se essa foi a causa do entrevero, de fato", diz.

A administradora do Cemitério Recanto da Paz explicou que a morte não foi por covid-19 e, sobre o coveiro, disse que ele passa bem. "Hoje levei ele para fazer o exame no IML e ele vai ficar sete dias descansando".

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