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Mãe e filha são mortas por ex da jovem que não aceitava fim de namoro no ES

Mãe e filha foram assassinadas a tiros com minutos de diferença, no Espírito Santo - Arquivo pessoal
Mãe e filha foram assassinadas a tiros com minutos de diferença, no Espírito Santo Imagem: Arquivo pessoal

Matheus Brum

Colaboração para o UOL, em Vitória

26/11/2021 20h10

Mãe e filha foram assassinadas, na sequência, com tiros na cabeça nos bairros Zumbi dos Palmeiras e Cobilândia, em Vila Velha, no fim da manhã de ontem. Karina Freitas, 20, e Silvanete dos Santos Freitas, 38, teriam sido mortas pelo ex-namorado de Karina, que não aceitava o fato de ela estar em outro relacionamento. O suspeito, que antes dos crimes estava com a filha única que teve com a vítima, está foragido.

Segundo a família, o suspeito a ameaçava, o que só ficou pior depois que descobriu que ela estava namorando.

"Ele deu um mês para ela terminar com o cara. Senão, mataria ela. Esse rapaz mora do lado da minha casa. Encontrei com ele na quarta-feira, fui andando junto com ele e, durante todo o caminho, falava que ia fazer alguma coisa com ela e com minha mãe. Pedi para ele parar com isso, pois estava de cabeça quente, afirmou Karolina Freitas, irmã gêmea de Karina.

"Antes de matar ela [Karina], ele ficou a manhã inteira mandando mensagens e a ameaçando com fotos de pessoas sendo mortas", completou.

Ontem, o homem foi de moto até a casa de Silvanete, em Zumbi dos Palmares. A mulher estava em casa junto com uma irmã. Com capacete na mão, invadiu a casa.

"Nós tomamos um susto. A Nete levantou e perguntou: 'O que você quer?'. Ele saiu falando que a Karina tinha passado o número dele para o namorado atual dela. A Nete interrompeu e disse: 'Foi eu que passei, porque você fica ameaçando minha filha e eu não aguento mais'", relembrou Elizângela dos Santos Freitas, irmã de Silvanete — que teria dito ao rapaz que pediria uma medida protetiva para a filha e teria ouvido, em resposta: "se der tempo".

Estava tudo planejado. [Ele] Pegou, engatilhou a arma e deu um tiro na cabeça da Nete. Meu menino, de quatro anos, viu tudo. Pegou e me abraçou. Fiquei com muito medo, pois ele estava transtornado. Achei que fosse atirar na gente.
Elizângela dos Santos Freitas, parente das vítimas

Após assassinar Silvanete o suspeito foi de moto até o local onde Karina trabalhava, um local de reciclagem. A distância entre os locais é de três quilômetros. O homem chegou à empresa e pediu para falar com ela. O dono da empresa, sem se identificar, contou que o rapaz foi educado.

"O rapaz entrou porque já teve um filho com ela. Outras vezes esteve por aqui, nunca tivemos nenhum tumulto. Ele foi até educado", lembrou. "Do nada ele pegou a arma e deu um tiro na cabeça dela. Ele não ficou nervoso em nenhum momento. Guardou o revólver, montou na moto e foi embora".

O caso é investigado pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM). A Polícia Civil alegou não divulgar informações para não atrapalhar nas investigações, mas confirmou que o suspeito ainda não foi localizado.

Familiares informaram às autoridades que ele teria levado a filha que teve com Karina, de pouco mais de um ano, mas, segundo informações da TV Vitória, ela foi deixada com a avó paterna.

Silvanete deixa três filhos.

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