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Capitólio: em 6 anos, região teve 5 acidentes provocados por chuvas

Um dia após queda de rochedo, bombeiros continuam buscas em Capitólio (MG) - Departamento do Corpo de Bombeiros/AFP
Um dia após queda de rochedo, bombeiros continuam buscas em Capitólio (MG) Imagem: Departamento do Corpo de Bombeiros/AFP

Letícia Mutchnik

Do UOL, em São Paulo

11/01/2022 04h00

Pelo menos quatro acidentes, com 13 mortos e seis feridos, ocorreram em rios e cachoeiras do sudoeste de Minas Gerais nos últimos cinco anos, segundo levantamento do UOL.

Na mesma região, a queda de uma rocha em um cânion provocou a morte de dez pessoas, no último sábado (8).

Duas horas antes do desmoronamento em Capitólio, a Defesa Civil de Minas Gerais havia emitido alerta para cabeça d'água.

A cabeça d'água é um fenômeno no qual ocorre aumento rápido e repentino do nível de um rio, devido a chuvas nas cabeceiras ou em trechos mais altos de seu percurso.

Desde 2017, todos os anos contaram com acidentes referentes ao aumento de volume de água por precipitações, com exceção de 2019, que não registrou nenhum evento do tipo.

2017: passeio com escuna termina em desespero

Há 5 anos, no dia 7 de julho, um passeio de escuna com cerca de 20 pessoas terminou em desespero no Lago de Furnas, na região entre Capitólio (MG) e São João Batista do Glória (MG), no Sul do Estado.

A embarcação afundou perto da Cachoeira dos Cânions e as pessoas tiveram que se agarrar às pedras, sendo salvas por outras embarcações e pelo Corpo de Bombeiros.

Todos na escuna estariam usando o colete salva-vidas e ninguém se feriu no acidente. Mas vídeos repercutiram na internet mostrando o perigo enfrentado no lago que é chamado de "Mar de Minas" devido à sua grande dimensão.

2018: jovens morrem após enxurrada em MG em 2018

Um ano depois, em 2018, seis pessoas morreram após uma enxurrada (conhecida como cabeça d'água) atingir uma cachoeira na cidade de São João Batista do Glória (340 km de Belo Horizonte), na região da Serra da Canastra.

O grupo estava na Cachoeira do Zé Pereira, que fica em uma área isolada dentro de uma fazenda privada, quando foi surpreendido pela cabeça d'água que se formou após chuvas atingirem a região que fica na nascente do rio.

Quatro deles estavam praticando rapel —esporte radical no qual os praticantes descem prédios, paredões rochosos ou cachoeiras por meio de cordas— no momento da chegada da enxurrada. Os outros dois estavam nadando na cachoeira.

2020: família morre em cachoeira após cabeça d'água em 2020

Três pessoas da mesma família morreram após uma cabeça d'água atingir uma cachoeira no Parque Ecológico do Paredão, em Guapé, região turística do sul de Minas Gerais, em 2020.

O local, que é ponto turístico, estava cheio de visitantes. Devido à forte chuva, houve uma enxurrada que aumentou rapidamente o volume do rio. Vídeos feitos por frequentadores mostram a força da correnteza em uma das quedas e pessoas desesperadas.

A região conhecida como Paredão tem quedas d'água e piscinas naturais. Fica a 15 quilômetros de Guapé, cidade de 14 mil habitantes que recebe muitos turistas devido ao lago de Furnas.

2021: grupo é atingido por cabeça d'água em complexo de cachoeiras de MG

Em 2021, duas pessoas morreram, uma ficou desaparecida e seis ficaram feridas depois que uma cabeça d'água atingiu um complexo de cachoeiras, entre São José da Barra e Capitólio (MG), cidades localizadas na região centro-oeste de Minas.

Segundo os militares, as três vítimas foram arrastadas pelo grande volume de água, e pelo menos duas morreram ao cair no poço. Uma delas foi encontrada submersa e outra na superfície. A terceira ficou desaparecida.

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