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Caso Henry: Justiça adia interrogatório de Jairinho e dispensa Monique

14.dez.2021 - Dr. Jairinho e Monique Medeiros (de branco) em audiência do Caso Henry - MARCOS PORTO/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO
14.dez.2021 - Dr. Jairinho e Monique Medeiros (de branco) em audiência do Caso Henry Imagem: MARCOS PORTO/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Igor Mello e Lola Ferreira

Do UOL, no Rio

12/05/2022 11h50

A Justiça do Rio de Janeiro resolveu adiar o depoimento do ex-vereador Dr. Jairinho no processo sobre a morte do menino Henry Borel. Jairinho agora será ouvido no dia 13 de junho e a mãe de Henry, Monique Medeiros, foi dispensada de depor novamente.

A decisão da juíza Elizabeth Louro, titular da 2ª Vara Criminal do Rio, atendeu pedido da defesa de Monique, que destacou o fato de que ela já prestou depoimento por mais de 10 horas em fevereiro. Desde 5 de abril, ela está em prisão domiciliar.

O juiz Daniel Werneck Cotta, que substituiu Elizabeth Louro provisoriamente, havia entendido que o depoimento de Monique também era necessário.

Na mesma ocasião em que Monique foi ouvida, Jairinho pediu para ficar em silêncio e não respondeu às perguntas elaboradas pelo Ministério Público, pelos advogados de Leniel Borel —pai do menino Henry, que atua como assistente de acusação— e da defesa de Monique. Ele falou por menos de 10 minutos e negou ter agredido a criança —o MP o acusa de ter espancado Henry até a morte.

"Juro por Deus que não encostei a mão em um fio de cabelo do Henry", disse ele.

A principal linha de defesa do ex-vereador tem sido questionar os laudos e a tese do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) de que Henry foi agredido antes de morrer.

Relembre o caso

Os laudos periciais apontam 23 lesões no corpo do menino, e que Henry morreu em decorrência de hemorragia interna e laceração no fígado causada por ação contundente.

O casal foi preso em 8 de abril de 2021. Em 6 de maio do ano passado, o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) denunciou Jairinho por homicídio triplamente qualificado, tortura e coação de testemunha. Já Monique foi denunciada pelos crimes de homicídio triplamente qualificado na forma omissiva, tortura omissiva, falsidade ideológica e coação de testemunha.

"O crime de homicídio foi cometido por motivo torpe, eis que o denunciado decidiu ceifar a vida da vítima em virtude de acreditar que a criança atrapalhava a relação dele com a mãe de Henry", afirmou o promotor de Justiça Marcos Kac, no texto da denúncia.