Conteúdo publicado há 2 meses

Mãe e padrasto de menina que morreu após ser agredida viram réus em SC

A Justiça de Santa Catarina aceitou o pedido do Ministério Público do estado e tornou réus a mãe e o padrasto da menina Isabelly de Freitas, de 3 anos, que morreu após ser agredida com golpes por todo o corpo, em Indaial (SC).

O que aconteceu

Casal agora é acusado pelo crime de homicídio qualificado. As qualificadoras adicionadas pelo MP contra Daniela Sehnen Blum e Marcelo Luciano Gomes foram por: motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, com agravante de o crime ter sido cometido contra menor de 14 anos (Lei Henry Borel). Eles também responderão por ocultação de cadáver e falsa comunicação de crime. Após ser preso, o casal confessou o crime.

Denúncia foi aceita na quarta-feira (10) pelo juízo da Vara Criminal da comarca de Indaial. O MP havia encaminhado a denúncia para análise no dia 8 de abril. A promotoria também havia pedido que a dupla seja levada a júri popular, mas a Justiça não informou a decisão sobre a solicitação. O processo do caso tramita sob segredo de justiça.

O que aconteceu na data do crime, segundo a ação penal? Segundo o MPSC, por volta das 11h, do dia 4 de março, o casal reagiu violentamente após a menina não querer comer e ter indicado que iria chorar. Então, mãe e o padrasto teriam começado a agredir a criança com golpes por todo o corpo dela.

Agressões se concentraram na cabeça de Isabelly, de acordo com o MP. Isso provocou a morte da criança por traumatismo cranioencefálico, segundo o laudo pericial. Na sequência, a dupla ainda colocou o corpo da menina em uma mala e levou até uma área de mata no bairro João Paulo 2º, também em Indaial, onde teriam enterrado a vítima em uma cova rasa. Ainda no mesmo dia, eles comunicaram a falsa ocorrência de desaparecimento da menina à Polícia Militar.

Dupla está presa preventivamente (por tempo indeterminado) desde 3 de abril. Anteriormente, a prisão temporária deles havia sido decretada no dia 6 de março após pedido do MPSC. A Justiça também decretou medidas protetivas para o irmão da vítima, que também é uma criança.

A Justiça de Santa Catarina informou à reportagem que Daniela e Marcelo não possuem defensores constituídos. Deste modo, a reportagem não conseguiu pedir um posicionamento.

Daniela Sehnen Blum e Marcelo Luciano Gomes, mãe e padrasto da menina Isabelly de Freitas, em entrevista após denunciarem o suposto sumiço da menina
Daniela Sehnen Blum e Marcelo Luciano Gomes, mãe e padrasto da menina Isabelly de Freitas, em entrevista após denunciarem o suposto sumiço da menina Imagem: Reprodução/YouTube/CidadeAlertaRecord

Entenda o caso

Isabelle de Freitas teve o desaparecimento comunicado no dia 4 de março à polícia de Indaial. A mãe dela afirmou que a menina foi sequestrada e levada em um carro. Após ouvir 12 pessoas, investigadores notaram contradições nas narrativas da mãe e do padrasto da menina.

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Ao confessar o crime, o casal afirmou que Isabelle morreu após ser agredida por eles. Quando perceberam que ela estava sem vida, eles colocaram o corpo em uma mala e o enterraram nas imediações da BR-470.

Câmeras de segurança da rua da família mostraram o momento em que eles levam e voltam com a mala usada para carregar o corpo. As imagens também foram usadas na investigação.

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