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Belo Horizonte reelege Kalil (PSD) no primeiro turno

Alexandre Kalil (PSD) é reeleito prefeito de Belo Horizonte - Samerson Gonçalves/UOL
Alexandre Kalil (PSD) é reeleito prefeito de Belo Horizonte Imagem: Samerson Gonçalves/UOL

Vitor Pamplona

Colaboração para o UOL

15/11/2020 23h30Atualizada em 16/11/2020 00h58

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), confirmou seu favoritismo e foi reeleito em primeiro turno para mais quatro anos à frente da prefeitura da capital de Minas Gerais. Kalil obteve 63,36% dos votos válidos.

Empresário da construção civil e ex-presidente do Atlético-MG, Kalil nunca tinha disputado uma eleição até 2016, quando apostando no discurso da "antipolítica" desbancou no segundo turno o grupo do então senador tucano Aécio Neves. Reeleito agora, ele se firma aos 61 anos como um dos principais nomes da política mineira.

Com uma coligação formada por PSD, MDB, DC, PP, PV, PDT, Rede e Avante, Kalil derrotou 14 adversários em uma disputa marcada pela pulverização de candidaturas.

Seus rivais mais competitivos, o deputado estadual Victor Xavier (Cidadania) e a deputada federal Áurea Carolina (PSOL), não conseguiram levar a eleição ao segundo turno. Além disso, forças tradicionais no estado, como PT e PSDB, acabaram isoladas e nem o governador Romeu Zema (Novo) foi capaz de influenciar a disputa.

Assim, a campanha em Belo Horizonte acabou sendo um plebiscito sobre a gestão do prefeito, aprovada por 60% da população de acordo com o Datafolha. Kalil defendeu na corrida eleitoral a atuação da prefeitura durante a pandemia da Covid-19. As medidas adotadas, que deixaram boa parte do comércio fechada por meses, foram alvo de críticas dos rivais. Kalil também sofreu ataques por não comparecer ao único debate entre os candidatos na televisão, realizado pela Band.

Durante o mandato, ele aprovou um novo plano diretor municipal e no início do ano teve que lidar com o impacto de fortes chuvas que deixaram 14 mortos e um rastro de destruição em várias regiões da cidade.

Kalil segue administrando a sexta maior cidade brasileira (2,5 milhões da habitantes), mas sua permanência no cargo pode durar menos de dois anos. Impulsionado pela reeleição, ele é nome quase certo na disputa pelo governo de Minas Gerais em 2022.