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Coreia do Norte oferece ajuda a diplomatas brasileiros para deixarem o país

Thiago Varella

Do UOL, em São Paulo

05/04/2013 10h48Atualizada em 05/04/2013 14h43

O governo norte-coreano comunicou nesta sexta-feira (5) todas as representações diplomáticas que estão no país, inclusive a do Brasil, sobre a possibilidade de receberem apoio logístico para deixarem a Coreia do Norte. O governo do Brasil pretende manter, por enquanto, a Embaixada do Brasil na Coreia do Norte em funcionamento

No país, vivem o embaixador Roberto Colin, a mulher dele, o filho do casal e um oficial de chancelaria. A mulher e o filho do embaixador da Palestina na Coreia do Norte também são brasileiros. A medida norte-coreana visa a cumprir a Convenção de Viena, que estabelece que os diplomatas devem ter a segurança garantida pelo país onde estão vivendo.

O Itamaraty não soube informar se a Coreia do Norte deu algum prazo para as embaixadas. No entanto, o Reino Unido disse que o governo norte-coreano só conseguiria garantir a segurança das representações diplomáticas até a próxima quarta-feira (10).

“Podemos confirmar que a embaixada britânica em Pyongyang recebeu uma comunicação do governo norte-coreano nesta manhã”, afirmou um porta-voz do ministério das Relações Internacionais do Reino Unido, ao jornal Telegraph.

A embaixada da Rússia também recebeu um comunicado do governo norte-coreano para que considerassem a possibilidade de retirada de pessoal do país.

Segundo o porta-voz da embaixada russa em Pyongyang, Denis Samsonov, os diplomatas receberam a visita de representantes norte-coreanos, que fizeram pessoalmente o pedido.

Por enquanto, Rússia e Reino Unido não planejam fechar suas embaixadas e deixar a Coreia do Norte. Atualmente 24 embaixadas estrangeiras estão no país.


Mísseis

Nesta sexta-feira (5), a Coreia do Norte colocou dois de seus mísseis de médio alcance em lançadores móveis e os escondeu na costa leste do país, disse a agência sul-coreana de notícias Yonhap, citando fontes de inteligência da Coreia do Sul --que já posicionou em sua costa dois navios para interceptar mísseis.

A informação não foi confirmada oficialmente, mas pode ser uma demonstração de ameaça por parte do Norte ao Japão ou às bases norte-americanas em Guam.

"No início desta semana, o Norte transferiu por trem dois mísseis Musudan e os colocou em lançadores móveis", disse um oficial militar à Yonhap. O Ministério da Defesa da Coreia do Sul não quis comentar o assunto.

Ainda não está claro quais mísseis teriam sido deslocados. A especulação são em torno de dois tipos de mísseis que aparentemente não foram testados.

Um deles é o chamado míssil Musudan, que o Ministério da Defesa da Coreia do Sul estima que tem alcance de até 3.000 km. O outro é chamado de KN-08, que se acredita ser um míssil balístico intercontinental, que não foi testado.

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