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Internacional

Oposição diz que ataque químico deixou mais de mil mortos na Síria

Do UOL, em São Paulo

21/08/2013 07h58Atualizada em 21/08/2013 12h57

Mais de mil pessoas morreram nesta quarta-feira (21) em um suposto ataque com armas químicas perpetrado em vários distritos da periferia de Damasco, denunciou a Coalizão Nacional Síria (CNFROS) por meio de um comunicado.

A aliança, a mais importante da oposição, pediu à missão da ONU que chegou há três dias na Síria que investigue o uso de armamento químico no país e que visite imediatamente Guta Oriental e outras áreas atacadas nos arredores da capital.

O comando general do Exército sírio negou o ataque e assegurou que as acusações da oposição são "categoricamente falsas" e fruto de propaganda.

Segundo o  Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres, o suposto ataque deixou dezenas de mortos, entre eles menores.

O grupo, que conta com uma ampla rede de ativistas no país em conflito, assinalou que o Exército sírio lançou na última madrugada gases tóxicos nas regiões de Al Guta e Muadamiya al Sham, uma operação que causou dezenas de mortos e deixou centenas de feridos.

O líder da Coalizão Nacional, Ahmad Jarba, exigiu uma reunião urgente do Conselho de Segurança sobre o "massacre" cometido na região de Damasco.

"Peço ao Conselho de Segurança da ONU que organize uma reunião urgente para assumir suas responsabilidades ante esta matança", disse Jarba ao canal Al-Arabiya.

Ele também pediu à comissão internacional que investiga na Síria o uso de armas químicas que visite o local dos bombardeios desta quarta-feira.

A Liga Árabe também solicitou aos inspetores da ONU, atualmente na Síria, que visitem de imediato a região de Damasco que supostamente foi atacada por armas químicas.

Em um comunicado, o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al-Arabi, pede aos inspetores de armas químicas que sigam imediatamente para a região "para constatar a realidade da situação e investigar as circunstâncias do crime".

Por meio da agência estatal de notícias Sana, o governo sírio alegou que as acusações não têm fundamento e são uma tentativa de distrair os inspetores da ONU.

O governo ainda destacou que os dados divulgados em canais de televisão como "Al Jazeera", "Al Arabiya" e "Sky News", entre outras emissoras, apoiam o terrorismo e, neste caso, o objetivo é distrair a missão da ONU e seus trabalhos.

Aumento de operações

Uma fonte dos serviços de segurança explicou à agência de notícias Efe que as forças do regime aumentaram suas operações militares nos arredores de Damasco, com o apoio de aviões e plataformas de lançamento de foguetes.

"Fizemos grandes avanços em Yobar, Zamalka, Al Guta e Muadamiya Al Shan, que estão sob o maior ataque desde o começo do conflito há dois anos", apontou a fonte que, por outro lado, não falou sobre o uso de armas químicas.

A fonte adiantou que o Exército trará "boas notícias" em breve ao povo sírio e que acabará com "os jihadistas", destacando que este é apenas o início da operação.

Testemunhas assinalaram à Efe que os ataques aéreos começaram por volta das 7h locais (1h de Brasília) e, inclusive, que ouviram até sete bombardeios contra o distrito de Yobar, muito próximo ao centro da capital. (Com AFP e Efe)

 

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