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Satélite detectou "flash" no céu no momento de acidente com avião russo, diz CNN

Do UOL, em São Paulo

03/11/2015 11h30

Um satélite militar dos EUA detectou um "flash" no céu no momento do acidente com o avião da companhia russa Metrojet no Egito, afirmaram fontes americanas à rede CNN nesta terça-feira (3).

Ainda segundo o canal, uma análise de inteligência americana descartou que esse flash poderia ter sido provocado por um míssil atingindo a aeronave.

Uma possibilidade seria a detonação de uma bomba dentro do avião, mas outras opções estão sendo avaliadas, disseram as fontes. 

O Airbus A321, operado pela companhia Kogalymavia (Metrojet) sob o registro KLG9268, decolou do aeroporto de Sharm el-Sheik, no mar Vermelho, em direção a São Petersburgo, no último sábado. Todos os 224 ocupantes morreram. 

Diferentes autoridades deram declarações desencontradas sobre o que pode ter acontecido com o avião.

Representantes da companhia afirmaram na segunda-feira que apenas uma "força externa" poderia ser capaz de provocar a desintegração de uma aeronave no ar, como apontam ter acontecido com o Airbus A321-200 que caiu no último sábado na península egípcia do Sinai.

"A única explicação razoável é que [a queda] foi devido a uma atividade externa", afirmou o diretor-geral Alexander Smirnov, em entrevista coletiva.

Um problema na cauda da aeronave havia sido completamente consertado, disse ele, que descartou eventuais problemas técnicos da aeronave como causa do acidente.

"Excluímos problemas técnicos e rejeitamos erros humanos", afirmou. 

Já o principal responsável da agência de Aviação Civil russa (Rosaviatsia) rejeitou a tese da causa externa.

"É completamente prematuro falar sobre as razões, já que não há bases para isso", afirmou o presidente da Rosaviatsia, Alexander Neradko, em declarações ao canal de televisão "Rossia-24".

Uma fonte na comissão que analisa os registros de voo, por sua vez, afirmou que o avião russo que caiu no Egito não foi atingido por algo externo e que o piloto não emitiu um pedido de socorro antes de o aparelho desaparecer do radar.

Nesta terça-feira, o presidente egípcio, Abdel Fattah al Sissi, classificou de "propaganda" a afirmação feita pelo grupo Estado Islâmico (EI) de que foi o responsável pela queda do avião russo.

"A propaganda de que o avião caiu por causa do EI é apenas uma maneira de causar dano à estabilidade e à segurança do Egito e à imagem do Egito", afirmou Sissi à BBC.

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