Políticos republicanos evitam apoiar a candidatura de Trump

Do UOL, em São Paulo

  • Gary Cameron/Reuters

O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, o republicano Paul Ryan, admitiu nesta quinta-feira (5) que ainda não está pronto para apoiar Donald Trump como o candidato do partido à corrida pela Casa Branca.

"Não estou pronto para fazer isso ainda", afirmou Ryan, que foi vice na chapa liderada por Mitt Romney que concorreu na eleição de 2012. Na entrevista à CNN, ele disse esperar ser capaz de apoiar Trump no futuro, desde que o polêmico magnata mostre liderança suficiente para unificar o partido.

Numa declaração feita depois dos comentários de Ryan, Trump respondeu: "Eu não estou pronto para apoiar a pauta do presidente Ryan. Talvez no futuro nós possamos trabalhar juntos e cheguemos a um acordo sobre o que é melhor para o povo norte-americano".

A declaração de Ryan soma-se às declarações dos ex-presidentes George H. W. Bush (pai) e George W. Bush (filho), que descartaram apoiar o magnata na corrida presidencial dos Estados Unidos, informou o jornal "The Texas Tribune".

As eleições presidenciais de 2016 serão as primeiras nas quais os ex-presidentes Bush não se envolverão na candidatura republicana desde que ambos deixaram seus cargos.

De acordo com a publicação, os dois ex-presidentes deverão "manter silêncio" durante a campanha em que Trump enfrentará, previsivelmente, a ex-primeira-dama Hillary Clinton. "Aos seus 91 anos, o presidente Bush (pai) está afastado da política", disse ao "The Texas Tribune" seu porta-voz, Jim McGrath, apesar de o nonagenário ter participado recentemente da pré-campanha de seu outro filho, Jeb Bush, durante as primárias republicanas. Segundo McGrath, isso foi a "exceção que confirma a regra".

O assistente pessoal do ex-presidente Bush (filho), Freddy Ford, por sua vez explicou que o ex-mandatário "não planeja participar, nem fazer qualquer comentário sobre a corrida presidencial".

Em 2008 e 2012, os dois ex-presidentes apoiaram John McCain e Mitt Romney, respectivamente.

Na atual disputa, o ex-governador da Flórida Jeb Bush foi quem recebeu o apoio de seu pai e de seu irmão antes de abandonar prematuramente as primárias, após um embate feroz com Trump.

Após deixar a corrida presidencial, o ex-governador passou a apoiar o senador Ted Cruz, que encerrou ontem sua campanha após a derrota nas primárias de Indiana e, assim, deixou o caminho livre para a indicação de Trump.

Em seu discurso após a vitória em Indiana, o magnata pediu "união" a seus companheiros de partido. "Temos que nos unir, isto (as eleições) será muito mais fácil se fizermos assim", comentou o bilionário. (Com agências internacionais)

 

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