Se Trump tiver sucesso, EUA também terão, diz Obama sobre presidente eleito

Do UOL, em São Paulo

Em seu primeiro encontro com o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, o presidente Barack Obama disse que se sentiu encorajado com o fato de o republicano querer trabalhar com a sua equipe nas questões enfrentadas pelo país. "Minha prioridade número um é facilitar a transição que garanta que o presidente eleito seja bem-sucedido. Se ele tiver sucesso, então o país também terá", disse Obama a Trump em entrevista coletiva na Casa Branca.

"Isso é importante para todos nós, independentemente do partido e das preferencias politicas, trabalharmos juntos, enfrentarmos os muitos desafios que enfrentamos", disse Obama.

Segundo Trump, o encontro com Obama no Salão Oval da Casa Branca durou cerca de 1h30. O presidente eleito disse que pretende contar com a ajuda de Obama no futuro, inclusive como conselheiro. Em um tom institucional que não se vira até sua vitória, ele afirmou que foi uma "grande honra" ser recebido na Casa Branca. 

"Este seria um encontro que duraria 10, 15 minutos e apenas nos conheceríamos, nunca tínhamos nos encontrado", disse Trump. "Discutimos varias situações, algumas ótimas, e outras difíceis. Espero lidar com o presidente no futuro, incluindo como conselheiro. Ele explicou algumas dificuldades, tarefas e objetivos atingidos", acrescentou.

Obama disse ainda que a primeira-dama, Michelle Obama, também se reuniu com Melania Trump. "Queremos ter certeza que ela se sinta bem-vinda enquanto eles se preparam para fazer essa transição", ressaltou o presidente.

O encontro ocorreu após as duras críticas feitas por um e outro durante a campanha eleitoral, quando o democrata afirmou que o republicano colocaria o mundo "em risco" caso fosse eleito. Além disso, Trump já insinuou que Obama não nasceu nos Estados Unidos, por isso não teria direito de ser presidente.

Os dois fizeram breves pronunciamentos à imprensa após o encontro, mas não responderam a perguntas dos jornalistas. O processo de passagem de bastão entre o velho e o novo governo deve durar pouco mais de um mês, processo durante o qual o republicano formará seu gabinete e escolherá quem colocar nos postos-chave da administração.

Entre os cotados estão o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani, o governador de Nova Jersey, Chris Christie, e o ex-presidente da Câmara Newt Gingrich. Todos são aliados fiéis de Trump e representantes das alas mais conservadoras do Partido Republicano.

O processo será concluído com a posse do novo Congresso e a votação do colégio eleitoral, em 6 de janeiro, que formalizará a escolha do magnata. Já a posse de Trump está marcada para o dia 20 do mesmo mês, encerrando os oito anos de Obama na Casa Branca. (Com agências internacionais)

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