Após causar estragos na costa da Austrália, ciclone Debbie perde força

Do UOL, em São Paulo

Ventos fortes, chuvas intensas e mares revoltos atingiram o nordeste da Austrália nesta terça-feira (28), danificando casas, arruinando embarcadouros e cortando a eletricidade de milhares de pessoas, à medida que o ciclone tropical Debbie passava pelo extremo norte do Estado de Queensland.

Rajadas de vento de mais de 260 km/h foram registradas em resorts turísticos ao longo da mundialmente famosa Grande Barreira de Coral quando o fenômeno tocou o solo como tempestade de categoria quatro, só um grau abaixo do nível mais perigoso.

Mais tarde a tormenta foi rebaixada para categoria dois. Os meteorologistas disseram que os ventos fortes provavelmente irão persistir de hoje para amanhã, embora a tempestade deva enfraquecer rapidamente em seguida e diminuir para a categoria um na madrugada de quarta-feira.

A polícia informou que um homem ficou seriamente ferido quando uma parede desabou em Proserpine, cerca de 900 quilômetros a nordeste da capital de Queensland, Brisbane, e foi levado a um hospital.

Mas o clima ainda está ruim demais para se avaliar plenamente os danos ou preparar uma reação de emergência.

"Também iremos receber mais relatos de ferimentos, senão de mortes. Precisamos estar preparados para isso", disse o comissário de polícia de Queensland, Ian Stewart, a repórteres em Brisbane.

"Há árvores derrubadas, vidros quebrados, telhados que voaram", escreveu no Twitter Mark Ryan, comandante da Polícia, Bombeiros e Serviços de Emergência de Queensland.

A primeira-ministra do Estado, Annastacia Palaszczuk, exortou as pessoas a ficarem em ambientes fechados à medida que a tempestade rumava lentamente terra adentro após o cair da noite. 

Ela afirmou que pelo menos 30 mil casas ficarão sem energia elétrica. "Nos preparamos para uma longa e dura jornada", declarou a primeira-ministra, que advertiu para os riscos de danos às infraestruturas.

"Este é um evento sério, e não queremos ver vidas perdidas", disse ela à Australian Broadcasting Corporation. "Será uma noite difícil para as pessoas de nosso Estado".

O ciclone Debbie tocou o solo em Airlie Beach, ao norte de Proserpine, pouco depois das 12h locais (23h de Brasília), interrompendo os serviços de telefonia.

"Está muito barulhento: ventos uivantes, gritantes... parece um trem de carga", disse Jan Clifford à agência Reuters por mensagem de texto de Airlie Beach.

"Foi como ficar debaixo de um trem de carga, o vento fez o prédio tremer", afirmou Cameron Berkman ao canal ABC em Hayman Island, onde passa férias, ao norte do arquipélago das ilhas Whitsunday.

Pior ciclone desde 2011

A tempestade é a mais violenta no país desde a passagem do ciclone Yasi em 2011, que destruiu casas ao norte de Queensland e provocou danos avaliados em US$ 1,05 bilhão.

Até o momento, 3.500 pessoas deixaram suas casas nas cidades de Home Hill e Proserpine, cerca de 100 km ao sul da turística Townsville, ponto de partida de excursões para a Grande Barreira de Coral. Outras 2 mil pessoas, que residem na zona costeira central de Bowen, também foram retiradas da região.

Essa teria sido a maior debandada vista na Austrália desde que o Ciclone Tracy atingiu Darwin, cidade do norte do país, no Natal de 1974.

As autoridades solicitaram que 25 mil moradores de Mackay, mais ao sul, procurem abrigo em áreas mais elevadas da cidade, pelo temor de ondas de mais de dois metros.

As empresas aéreas Qantas, Jetstar e Virgin Australia suspenderam voos de e para a região. A BHP Billiton e a Glencore interromperam o trabalho em suas minas de carvão durante a passagem da tempestade.  (Com agências internacionais)

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