Londres confirma 58 desaparecidos após incêndio e acredita que todos estão mortos

Do UOL, em São Paulo

  • Tolga Akmen/AFP

A polícia de Londres confirmou neste sábado (17) que 58 pessoas são consideradas desaparecidas no incêndio que atingiu um prédio residencial na cidade e acredita que todos estão mortos. Autoridades dizem que o número de vítimas deve ser ainda maior, já que as equipes de resgatem estão tendo dificuldades para resgatar os corpos dentro do edifício.

Neste balanço estão incluídas as 30 mortes antes confirmadas e 16 corpos que já estão no necrotério. "Infelizmente, neste momento, temos 58 pessoas desaparecidas que estavam na Grenfell Tower na noite do incêndio. Infelizmente precisamos admitir que elas estão mortas", disse Stuart Cundy, comandante da polícia.

"Os 30 mortos que anunciei ontem é o número de pessoas que eu sei que, infelizmente, morreram. Então, esses 58 incluiriam estes 30", acrescentou o policial.

Cundy pediu ainda que qualquer pessoa que tenha escalado do fogo e ainda não se identificou entre em contato com a polícia. "Não me importa o motivo, quero saber e todos queremos saber que você está a salvo e bem", afirmou.

Ele confirmou ainda que o refugiado sírio Mohammed Alhajali é a primeira vítima formalmente identificada. Fotografias e vídeos do interior do edifício queimado devem ser divulgados neste domingo. "Não queremos divulgar nada até que todas as famílias sejam contatadas para manifestar o nosso apoio", ressaltou o comandante.

A premiê britânica, Theresa May, procurou acalmar os ânimos das vítimas do incêndio, comprometendo-se a apoiar as vítimas da tragédia, depois que manifestantes a hostilizaram quando ela visitou moradores do prédio.

Neste sábado, May presidiu uma reunião sobre a resposta do governo ao incêndio e se encontrou com vítimas da tragédia em sua residência oficial, em Downing Street. Além das investigações policiais e de incêndio, ela prometeu criar um inquérito público.

Na sexta-feira, May foi retirada de uma reunião com os moradores sob forte esquema policial, após ser hostilizada por manifestantes que gritavam "tenha vergonha" e centenas terem invadido o prédio da prefeitura de Londres, cobrando justiça.

May vem enfrentando críticas por sua reação ao incêndio da quarta-feira. Residentes do prédio disseram que a primeira-ministra demorou muito em visitar a comunidade atingida, que o edifício era inseguro e que as autoridades não conseguiram fornecer informações e apoio suficientes àqueles que perderam parentes e suas moradias. (Com agências internacionais)

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