Em discurso, Elizabeth 2ª foca em negociação do Brexit e terrorismo

Do UOL, em São Paulo

  • Carl Court via AP

    A rainha Elizabeth 2ª e o príncipe Charles na abertura do ano legislativo no Parlamento britânico, em Londres

    A rainha Elizabeth 2ª e o príncipe Charles na abertura do ano legislativo no Parlamento britânico, em Londres

Em seu discurso diante do Parlamento que marca o início do ano legislativo no Reino Unido, a rainha Elizabeth 2ª apontou como principal prioridade de seu governo a negociação do Brexit, o acordo de saída do país da União Europeia. A rainha também deu peso ao combate ao terrorismo. Acompanhada de seu filho, o príncipe herdeiro Charles, Elizabeth leu um documento preparado pelo governo com as prioridades para o ano, nesta quarta-feira (21).

"A prioridade do meu governo é assegurar o melhor acordo para a saída do país da União Europeia. Meus ministros estão comprometidos em trabalhar com o parlamento, delegar administrações, negócios e outras [atividades] para construir o mais amplo consenso para o futuro do país fora da União Europeia", disse no início de seu discurso..

"Meus ministros vão assegurar que o papel de liderança do Reino Unido no mundo seja mantido e melhorado enquanto ele deixa a União Europeia", acrescentou.

O discurso ocorre diante das indefinições por causa da nova distribuição de cadeiras no Parlamento, após as eleições de 8 de junho, quando o Partido Conservador, da primeira-ministra Thereza May, perdeu cadeiras e negocia com o Partido Unionista Democrático (DUP), da Irlanda do Norte, para obter maioria.

Terrorismo

Temas internacionais também estiveram no discurso da rainha. "Como membro permanente do conselho de segurança das Nações Unidas, comprometido em gastar 0,7% da renda nacional com o desenvolvimento internacional, meu governo vai continuar a dirigir esforços internacionais para aumentar a segurança global e projetar os valores britânicos ao redor do mundo".

"Meu governo vai trabalhar para encontrar soluções políticas sustentáveis para conflitos no Oriente Médio, vai trabalhar para enfrentar a ameaça do terrorismo na fonte continuando o papel de liderança do Reino Unido em ação militar internacional para destruir o Estado Islâmico no Iraque e na Síria. Iremos liderar esforços para reformar o sistema internacional para promover a capacidade do Reino Unido de lidar com migração, reduzir a problema da pobreza e acabar com a escravidão moderna", acrescentou.

Elizabeth também citou medidas que devem ser tomadas tendo em vista os atentados terroristas ocorridos em Manchester e Londres. "Uma comissão para conter o extremismo será estabelecido para apoiar o governo na combater a ideologia extremista em todas as suas formas, tanto na sociedade quanto na internet. Sob a luz dos ataques terroristas em Manchester e Londres, a estratégia de contraterrorismo de meu governo será revisada para assegurar que a polícia e os serviços de segurança tenham todos os poderes que eles precisam para que a amplitude das sentenças de custódia para ofensas relacionadas ao terrorismo seja suficiente para manter a população segura".

Elizabeth também disse que o país irá manter o apoio ao acordo de Paris sobre o clima. "Meu governo continuará apoiando ações contra a mudança climática, incluindo a implementação do acordo de Paris", disse.

Toby Melville/ AFP
A rainha Elizabeth 2ª chega ao Parlamento

Visita de Trump

A rainha Elizabeth 2ª não mencionou a visita de Estado do presidente americano Donald Trump ao Reino Unido em seu discurso no Parlamento. Ela mencionou a visita de Estado dos reis da Espanha, Felipe e Letizia, em junho, o que foi interpretado como um sinal de que a viagem de Trump pode ser adiada.

Segundo Brandon Lewis, ministro do Interior, o convite foi feito e aceito. Ele não foi mencionado porque a data ainda não tinha sido fixado.

Esta é a 64ª vez que Elizabeth faz o discurso de abertura do ano legislativo, segundo a BBC.

A expectativa é que em 29 de junho, após vários dias de debates, as duas Câmaras do Parlamento - a dos Comuns e a dos Lordes - votem sobre o discurso da rainha, o que dará uma ideia da força de May, coincidindo com o início das negociações do Brexit.

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