Terremoto de 8,2 graus deixa mais de 50 mortos no México; país pode ter novo tremor

Do UOL, em São Paulo

Um terremoto de 8,2 graus de magnitude na costa do Pacífico mexicano, o maior em 100 anos, deixou mais de 50 mortos e 200 feridos nos Estados de Oaxaca, Tabasco e Chiapas na quinta-feira à noite, divulgaram as autoridades locais.

O epicentro do tremor foi registrado a quase cem km da costa, em Chiapas, pouco antes da meia-noite (horário local). O México fica entre cinco placas tectônicas e é um dos países que registra maior atividade sísmica no mundo.

Arte/UOL

O presidente do México, Enrique Peña Nieto, advertiu ainda que é provável que nas próximas 24 horas aconteça uma forte réplica do terremoto --de nível superior a 7 graus. Desde a noite de quinta, o país já teve mais de 260 tremores de menor intensidade, o maior delas com 6.1 graus.

Na costa do Pacífico central e sul do México, um alerta de tsunami foi ativado para a possibilidade de ondas de até quatro metros. Oito países foram alertados para as ondas que devem atingir as áreas costeiras ao longo do dia.

Luis Alberto Cruz/AP
Muro de casa, em Oaxaca, caiu durante tremor que atingiu sul do México

Até o momento houve 45 mortos no Estado de Oaxaca, três em Tabasco e outros 10 no vizinho Chiapas, informou no Twitter o titular da Proteção Civil federal, Luis Felipe Puente.

As autoridades locais afirmam que os números ainda devem mudar pois há relatos de pessoas desaparecidas e buscas estão sendo realizadas, segundo a imprensa mexicana.

O Sistema Estatal de Defesa Civil informou que as áreas com maiores danos relatados são Tonalá, San Cristóbal de las Casas e Comitán de Domínguez, onde há casas danificadas, prédios com problemas estruturais causados pelo tremor e muros derrubados.

O Ministério de Relações Exteriores informou que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas do terremoto. 

Tsunami menor e escolas sem aulas

"O tsunami não representa neste momento um risco maior, não se vê uma dimensão maior", disse Peña Nieto. As autoridades estimam que as ondas não devam ultrapassar os 4,2 metros de altura, mas aumentaram as zonas de evacuação costeiras, segundo o jornal mexicano El Universal.

As aulas foram suspensas em 11 Estados, incluindo a capital, para uma revisão estrutural das escolas.

Na cidade de Juchitán, em Oaxaca, vizinho de Chiapas, um hotel desabou e várias casas sofreram danos, mas o governo estadual não registrou vítimas.

 

Hasta el momento las autoridades mexicanas han confirmado la fatídica cifra de de 16 personas fallecidas, víctimas del sismo más grande que ha tenido la tierra Azteca durante los últimos 100 años. . En este video queda capturado un instante que le ha dado la vuelta al mundo: el momento que tiembla el famoso monumento conocido como el Ángel de la Independencia en Ciudad de . El sismo tuvo una magnitud de 8.2 en la escala de #richter . . #TusCelebridades_Humanitarias ¡están aquí! #sismo #mexico #mexicocity #sismomexico #desastrenatural #terremotomexico #terremoto #temblor #temblormexico

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em

Cidade do México

Milhares de moradores da Cidade do México saíram de suas casas quando receberam o alerta sísmico, que avisa a população um minuto antes de um tremor.

A capital e sua região metropolitana, com mais de 20 milhões de habitantes, não registraram muitos problemas, no entanto, e os transportes públicos seguiram com funcionamento normal. O aeroporto internacional suspendeu momentaneamente algumas operações.

As autoridades mencionaram vidros quebrados, quedas de objetos em avenidas, mas até o momento não há informações sobre incidentes relacionados com pessoas.

Especialistas explicaram que o terremoto não foi sentido na Cidade do México da mesma maneira que outros de menor intensidade porque o epicentro está a 800 km da capital, que é afetada sobretudo por tremores registrados na costa de Guerrero, a 400 km.

O tremor também foi sentido na Guatemala, onde provocou o corte de energia elétrica em algumas áreas do oeste do país.

Último grande terremoto em 1985

Muitos mexicanos se recordam do terremoto de setembro de 1985, que deixou um balanço oficial de mais de 10.000 mortos. Algumas organizações civis mencionam mais de 20.000 vítimas fatais.

Desde então, o governo adotou regras mais rígidas para a construção e em relação aos planos de proteção civil.
 

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