Homem morre após ter crânio perfurado por explosão de cigarro eletrônico nos EUA

Colaboração para o UOL

  • Reprodução/Facebook

    Explosão disparou dois pedaços do cigarro para dentro do crânio do americano D'Elia

    Explosão disparou dois pedaços do cigarro para dentro do crânio do americano D'Elia

Um homem de 38 anos morreu nos Estados Unidos após ter o crânio perfurado por causa de uma explosão de um cigarro eletrônico. O caso aconteceu no dia 5 de maio, mas autoridades norte-americanas confirmaram a causa da morte nesta terça-feira (15). A detonação do vaporizador também causou um incêndio no quarto onde Tallmadge Wakeman D'Elia usava o aparelho no andar de cima de sua casa.

Segundo a necropsia, a explosão disparou dois pedaços do aparelho para dentro do crânio de D'Elia, o que causou "ferimentos de projétil na cabeça". O laudo também constatou que a causa da morte foi acidental. A vítima foi encontrada com 80% do corpo queimado.

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No quarto da casa localizada na Flórida, as equipes de emergência encontraram um pedaço do vaporizador identificando o modelo como um Mech Works, da empresa Smok-E Mountain, sediada nas Filipinas. Este aparelho é do tipo chamado "mechanical mod", isto é, customizável pelo usuário.

Ao jornal The New York Times, Gregory Conley, presidente da Associação Americana de Vaporizadores, destacou que a grande maioria dos cigarros eletrônicos é alimentado por baterias íon-lítio, idêntico às de smartphones e notebooks. Esse modelo de carga é usado por permitir grande potência em pouco espaço.

Por outro lado, os vaporizadores tipo "mechanical mods" dão aos usuários maior acesso à bateria e não possuem circuitos internos que controlam a voltagem. Outros modelos de cigarros eletrônicos possuem chips que controlam a temperatura do dispositivo e os impedem de superaquecer.

Divulgação
Aparelho é do tipo chamado "mechanical mod", isto é, customizável pelo usuário

Um representante da Smok-E Mountain afirmou à afiliada da emissora de TV ABC na Flórida que os aparelhos fabricados pela marca não explodem. No comunicado, a empresa alega que a causa do acidente pode ter sido a piteira - parte do vaporizador em contato com a boca do usuário - ou a bateria. O porta-voz também declarou que a companhia tem registrado a clonagem de suas baterias, o que as deixa menos seguras.

Segundo a Agência Federal de Gestão de Emergências dos Estados Unidos, este é o primeiro incidente fatal envolvendo um cigarro eletrônico no país. Em 2017, a entidade divulgou um estudo relatando que, entre 2009 e 2016, foram registrados 195 casos envolvendo incidentes com vaporizadores nos EUA. Deste número, 133 ferimentos foram considerados agudos e 38 como severos.

O documento atesta que "nenhum outro produto deixa uma bateria com um conhecido risco de explosão tão perto do corpo humano". "É esse contato próximo entre o corpo e a bateria o maior responsável pela gravidade das lesões registradas. Enquanto a taxa de falha das baterias de íon-lítio é bem pequena, as consequências de um problema desse tipo podem ser severas e perpétuas aos consumidores", completa o estudo.

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