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Após ser solto, condenado por matar namorada entra no Tinder e revolta Argentina

Pablo Víctor Cuchan foi condenado a 18 anos de prisão por homicídio - Arquivo pessoal
Pablo Víctor Cuchan foi condenado a 18 anos de prisão por homicídio Imagem: Arquivo pessoal

Do UOL, em São Paulo

20/06/2018 19h14

Um homem condenado por assassinar uma adolescente de 15 anos em 2004 causou revolta na Argentina por abrir perfil em uma rede social de relacionamentos. O caso suscita diversos debates, como o direito de recomeçar a vida para ex-presidiários e a possibilidade de um ex-assassino se recuperar.

Pablo Víctor Cuchan matou a ex-namorada, Luciana Moretti, há quase 14 anos. Ele foi condenado a 18 anos de prisão por ter esquartejado e queimado o corpo da jovem de 15 anos.

Em 2016, Cuchan foi autorizado a cumprir pena em liberdade condicional e, desde então, vive na cidade de Monte Hermoso, a 700 quilômetros de Buenos Aires.

No ano passado, a imprensa argentina descobriu que Cuchan tem um perfil no Tinder, com o apelido de Pablo37. Com a repercussão da notícia, o rapaz cancelou a conta.

Recentemente, ele voltou a abrir um perfil, desta vez com o apelido Vic29, de novo irritando os coletivos feministas, que se organizam para alertar mulheres da região. 

Em março do ano passado, Cuchan foi acusado de perseguir, ofender e tentar agredir uma ex-namorada em Monte Hermoso. 

Agora, a família da garota assassinada tenta, na Justiça, fazer com que Cuchan volte à cadeia por violar a condicional. O argentino conseguiu reduzir sua pena para 17 anos por ter sido considerado um preso exemplar. 

O crime

Cuchan tinha 25 anos na época do crime. No julgamento, ele disse à Justiça que Luciana havia morrido de overdose de cocaína e que, com medo, ele decidiu queimá-la.

O argentino trabalhava com o pai na loja de ferramentas da família e era conhecido como "o Louco". Ele era viciado em cocaína e namorava Luciana em segredo, já que ela tinha dez anos menos do que ele.

Antes de matar Luciana, Cuchan namorou Natalia Paola Barona. Ela testemunhou no caso e disse que já havia sido ameaçada. (Com agências internacionais)