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Ex-prefeito de Londres renuncia a cargo de chanceler e amplia crise no governo britânico

Do UOL, em São Paulo

09/07/2018 11h24

O ex-prefeito de Londres Boris Johnson renunciou nesta segunda-feira (9) ao cargo de ministro das Relações Exteriores do governo do Reino Unido, que enfrenta uma crise envolvendo o Brexit - a saída do país da União Europeia. Jeremy Hunt, ex-secretário de Saúde, assumirá o posto, anunciou o governo horas após a renúncia. 

Johnson deixa o cargo de chanceler um dia depois do ministro britânico do Brexit, David Davis, fazer o mesmo. É mais um golpe para a primeira-ministra Theresa May, criticada internamente por suas posições em relação ao Brexit.

Em várias ocasiões, o eurocético Davis, encarregado de negociar o Brexit em nome da UE, já havia ameaçado renunciar por causa da posição de May. Acabou entregando o cargo dias depois de Londres aprovar um plano para desbloquear a negociação com Bruxelas.

Já Johnson, também conhecido pela posição pró-Brexit, já havia criticado May em conversas sigilosas, dizendo que o presidente norte-americano, Donald Trump, teria feito um acordo melhor. Ele também disse que a saída britânica da União Europeia, poderia gerar um "colapso".

Ainda não foi divulgado o substituto de Boris Johnson para o cargo de ministro das Relações Exteriores. David Davis será substituído por outro eurocético, Dominic Raab, até agora secretário de Estado para o Brexit. Raab, de 44 anos, deputado desde 2010, fez campanha a favor da saída da UE no referendo de 2016.

A nove meses de se materializar a saída da UE, em março de 2019, Raab enfrenta o desafio de resolver grandes questões nas negociações, como o futuro das relações comerciais, ou da fronteira norte-irlandesa, a única terrestre entre o Reino Unido e a UE.

Davis renunciou por considerar que o plano de May deixará o Reino Unido, "no melhor dos casos, em uma posição frágil de negociação".

Em uma carta, May respondeu, dizendo que seu plano para o Brexit "significará, sem dúvida, o retorno de poderes de Bruxelas para o Reino Unido" e que está em linha com seu compromisso de abandonar o mercado único europeu e a união aduaneira.

(Com agências internacionais)