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Atirador abre fogo em sinagoga nos EUA e deixa 11 mortos

Polícia de Pittsburgh é acionada para conter atirador que atacou sinagoga - Pam Panchak/Pittsburgh Post-Gazette via AP
Polícia de Pittsburgh é acionada para conter atirador que atacou sinagoga Imagem: Pam Panchak/Pittsburgh Post-Gazette via AP

Do UOL, em São Paulo*

27/10/2018 13h23

Um homem abriu fogo dentro de uma sinagoga na região de Squirrel Hill, em Pittsburgh (EUA), na manhã deste sábado (27). Onze pessoas morreram, segundo as autoridades locais, e outras seis foram feridas, incluindo quatro policiais.

O atirador, que acabou ferido no confronto com a polícia, se rendeu e foi levado para o Mercy Hospital, segundo informações da rede CNN.

De acordo com a imprensa norte-americana, a polícia foi acionada para atender a um tiroteio na sinagoga Tree of Life na manhã deste sábado. Imagens da TV local mostraram policiais posicionados com rifles e capacetes, além de outros equipamentos. Paramédicos estão próximos à sinagoga, e veículos da polícia bloqueiam algumas ruas da área.

O suspeito foi identificado como Robert Bowers, 46, e carregava um fuzil AR-15 e revólveres. Ele teria entrado no prédio gritando: "todos os judeus devem morrer", segundo relatos a uma TV local. O homem também teria sido ferido durante o confronto com a polícia.

O comandante da polícia local, Jason Lando, pediu para que os moradores permaneçam em suas casas. "Não saiam de suas casas por enquanto. Não é seguro", disse.

Sinagoga - Pam Panchak/Post-Gazette/AP - Pam Panchak/Post-Gazette/AP
Policiais foram acionados e trocaram tiros com o suspeito; três agentes ficaram feridos
Imagem: Pam Panchak/Post-Gazette/AP

A sinagoga Tree of Life se descreve em seu site como uma congregação tradicional, progressista e igualitária. O local estava cheio no momento do ataque por causa do "Shabat", período de descanso semanal dos judeus, de acordo com a KDKA.

Trump denuncia "ódio nos EUA"

O presidente Donald Trump, que comentou na tarde deste sábado o ocorrido antes de embarcar para uma agenda de comícios em Indiana e Illinois, criticou o que chamou de "ódio" nos Estados Unidos.

"É uma coisa terrível o que está acontecendo com o ódio em nosso país, francamente, e em todo o mundo", disse Trump a repórteres.

Mais cedo, Trump também havia usado sua conta no Twitter para comentar sobre o caso. "Acompanhando o desenrolar dos eventos em Pittsburgh, Pensilvânia", escreveu. "A população de Squirrel Hill deve permanecer abrigada. Parece haver várias vítimas (...). Deus abençoe a todos!"

Em outro tuíte, Trump afirmou que os eventos foram "mais devastadores do que o originalmente imaginado" e informou que faria o pronunciamento à imprensa mais tarde.

Atirador pode ser condenado à morte

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou, na tarde de sábado, que o atirador responsável pelo massacre na sinagoga Tree of Life será processado, entre outros, por crime antissemita e pode ser condenado à morte. Robert Bowers, morador de Pittsburgh, está sob custódia da polícia.

"Ódio e violência com base na religião não têm lugar em nossa sociedade", declarou o procurador-geral, Jeff Sessions.

"Estes supostos crimes são condenáveis e totalmente repugnantes aos valores da nação. Consequentemente, o Departamento de Justiça denunciará o réu por crimes de ódio e outros, incluindo acusações que podem levar à pena de morte."

Brasil condena "qualquer ato de extremismo violento"

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro informou seu pesar com a tragédia e disse condenar qualquer ato de extremismo ou terrorismo. 

"Ao expressar suas profundas condolências às famílias das vítimas, bem como sua solidariedade para com o povo e Governo norte-americanos, o Governo brasileiro reitera sua mais veemente condenação a qualquer ato de extremismo violento ou terrorismo", informou o órgão.

Israel foi outro país que enviou suas condolências às vítimas do tiroteio e familiares neste sábado, condenando o que o presidente de Israel, Reuven Rivlin, chamou de "fato horrível".

"Estamos pensando em nossos irmãos e irmãs, toda a casa de Israel, neste momento de dificuldades", afirmou Rivlin, em comunicado. Ele também ofereceu sua solidariedade às "famílias dos que foram assassinados" e anunciou que rezará "pela rápida recuperação dos que ficaram feridos".

O ministro de Educação e de Assuntos da Diáspora israelense, Naftali Benet, declarou que "o Estado de Israel e o governo israelense estão chocados e tristes" pelo ataque e anunciou que viajará hoje mesmo aos Estados Unidos para comparecer aos funerais.

Ataque acontece após pacotes com explosivos

O tiroteio na sinagoga em Pittsburgh acontece dias após o Serviço Secreto norte-americano interceptar uma série de pacotes com conteúdo explosivo que seria enviado a políticos do Partido Democrata e personalidades críticas ao governo Trump. Entre os alvos estavam o ex-presidente Barack Obama, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton e o ator Robert De Niro.

Um homem suspeito de envolvimento com o envio dos pacotes foi detido na Flórida na última sexta-feira (26). O suspeito seria filiado ao Partido Republicano, do presidente Trump.

Os dois casos representam um aumento na violência semanas antes de os norte-americanos escolherem seus representantes no Congresso em eleições marcadas para 6 de novembro.

(*Com agências internacionais)