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Navio chega a porto de Molde e encerra operação de resgate na Noruega

Do UOL, em São Paulo

24/03/2019 12h36Atualizada em 24/03/2019 14h15

O navio de cruzeiro que ficou à deriva ontem no litoral oeste da Noruega conseguiu chegar com segurança, por volta do meio-dia (horário de Brasília, 16h no horário local), ao porto de Molde, dentro do previsto pelo centro de operações de resgate.

Das 1.373 pessoas a bordo, 479 haviam sido retiradas com a ajuda de helicópteros, mas os resgates foram suspensos mais cedo, quando três motores do navio voltaram a funcionar e ele começou a seguir em direção ao porto, a cerca de 80 quilômetros de distância. Cerca de 20 feridos haviam sido levados a hospitais da região, segundo a empresa Viking Ocean Cruises, dona do navio.

"Foi muito perto de um desastre. O navio ficou a uns 100 metros de encalhar antes de conseguir fazer funcionar um dos motores" disse Hans Vik, um dos policiais envolvidos na operação de resgate. "Se ele tivesse encalhado, teríamos enfrentado um grande desastre."

Região de navegação difícil

O navio Viking Sky, de 227 metros de comprimento e 29 de largura, fazia uma viagem de 12 dias, que havia começado no dia 14. A maioria dos passageiros era dos Estados Unidos e do Reino Unido, mas também havia canadenses e australianos a bordo, segundo a dona do navio, a Viking Cruises.

No momento do incidente, o cruzeiro navegava de Tromsø (norte) para Stavanger (sudoeste), e estava próximo da cidade de Alesund, a cerca de 370 km da capital Oslo. O comandante do navio lançou um alerta no começo da tarde de sábado (23), quando o mar agitado e problemas de motor fizeram com que ele começasse a flutuar em direção a uma costa rochosa.

A navegação é notoriamente difícil nesta região, conhecida como Hustadvika. As autoridades estudam a construção de um túnel para barcos em uma montanha do litoral para evitar a navegação em alto mar.

Apenas no fim da madrugada, no horário local, um dos quatro motores da embarcação voltou a funcionar e o cruzeiro pôde se estabilizar e ancorar na baía de Hustadvika, entre as cidades de Alesund e Trondheim, a dois quilômetros da costa. A partir de então, começou a operação de resgate dos passageiros.

Vento e chuva forte atrapalharam resgate

A operação de resgate foi prejudicada por causa da maré, das chuvas e ventos fortes, que impediram o envio de outras embarcações.

De acordo com o jornal norueguês "VG", a equipe de resgate enfrentava ondas de 8 metros e ventos de quase 70 km/hora. O resgate, então, ficou restrito aos helicópteros, que só podem transportar entre dez e 15 pessoas por vez.

No início da manhã, mais dois motores voltaram a funcionar. "Os cabos para o reboque estão sendo instalados", informou o Centro de Resgates do Sul da Noruega, pelo Twitter. A operação de salvamento continuou, apesar do mar agitado, com ondas de seis metros de altura.

Noruega tenta resgatar 1.300 pessoas de cruzeiro; veja

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Vídeos mostram tensão de passageiros

Dentro do navio, o clima era de apreensão à espera do resgate, conforme revelam vídeos e fotografias publicados em redes sociais por passageiros (veja abaixo). Os vídeos mostram móveis e objetos se movendo de um lado para outro e partes da embarcação despencando, conforme o navio era levado por grandes ondas.

"Estávamos almoçando quando começou a chacoalhar. Janelas se quebraram e a água começou a entrar. Foi um caos. A viagem no helicóptero... preferia esquecer. Não foi engraçado", disse o americano John Curry à emissora NRK neste domingo (24).

Outro vídeo mostra os passageiros aglomerados em um local, vestindo coletes salva-vidas e aguardando o resgate.

(Com agências de notícias)

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