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Governo acusa grupo islamita de estar por trás dos atentados do Sri Lanka

Do UOL, em São Paulo

22/04/2019 08h34

O governo do Sri Lanka afirmou que um grupo islamita local, o NTJ (National Thowheeth Jama'ath), está por trás dos atentados suicidas que deixaram ao menos 290 mortos e cerca de 500 feridos no país, ocorridos ontem. O anúncio foi feito pelo porta-voz do governo, Rajitha Senaratne.

As autoridades cingalesas investigam eventuais vínculos desta organização com grupos estrangeiros. Uma nota divulgada há dez dias pela polícia do Sri Lanka alertava que o NTJ preparava atentados contra igrejas e a embaixada da Índia em Colombo, capital do país.

O grupo, não muito conhecido, foi relacionado no ano passado com atos de vandalismo contra estátuas budistas.

No domingo, vários homens-bomba mataram 290 pessoas em vários pontos do país quando detonaram suas cargas explosivas em igrejas que celebravam a missa da Ressurreição e em hotéis de luxo. Vários terroristas teriam se suicidado nos atentados, segundo o governo.

"A maioria foi de ataques suicidas. Com base nisso estamos fazendo operações e detenções, e foram identificados e, realizadas inspeções em seus lugares de treinamento", disse em entrevista coletiva em Colombo o ministro de Saúde do país, Rajtha Senraratne.

Por causa dos ataques, o governo decretou hoje estado de emergência em nome da "segurança pública", com o objetivo de reforçar a ação das forças de segurança, que receberão poderes especiais.

EUA advertem sobre possibilidade de novos ataques

A embaixada dos Estados Unidos em Colombo advertiu que "grupos terroristas" continuam preparando ataques no Sri Lanka. "Os grupos terroristas continuam tramando possíveis ataques no Sri Lanka. Os terroristas poderiam atacar com pouca ou nenhuma advertência (...) áreas públicas", anunciou o Departamento de Estado através da sede diplomática americana no país asiático.

A embaixada americana afirma como possíveis alvos destes ataques espaços turísticos, centros de transporte, mercados, shoppings, instalações do governo, hotéis, clubes, restaurantes, lugares de culto, parques, eventos esportivos e culturais importantes, instituições educativas, e aeroportos.

Pelo menos 32 estrangeiros, incluindo vários americanos, estão entre os mortos nos atentados deste domingo e mais 30 estão hospitalizados. (Com agências internacionais)

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