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EUA investigam morte de homem que tomou tipo de cloroquina usado em aquário

Cloroquina é usada em casos graves de covid-19 no Brasil, mas ainda não provou eficácia em estudos - Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Cloroquina é usada em casos graves de covid-19 no Brasil, mas ainda não provou eficácia em estudos Imagem: Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Do UOL, em São Paulo

29/04/2020 23h08

A polícia do Arizona, nos Estados Unidos, está investigando o caso de Gary Lenius, que morreu no último mês. Ele e a mulher beberam um coquetel de refrigerante e fosfato de cloroquina; aparentemente, a intenção do casal era combater o novo coronavírus.

O fosfato de cloroquina é um ingrediente encontrado em produtos de limpeza para tanques de peixes e aquários. Gary e Wanda Lenius precisaram de atendimento hospitalar imediatamente e foram recebidos 30 minutos depois da ingestão da droga.

Wanda tem 61 anos e conseguiu sobreviver por ter vomitado quantidade suficiente da substância, mas o médico Daniel Brooks, diretor que trata de envenenamentos e ingestão de drogas no hospital, não conseguiu salvar Gary.

À emissora NBC, Wanda disse que a decisão de ingerir a substância foi tomada depois que ouviram o presidente Donald Trump falar sobre os possíveis benefícios da cloroquina contra a covid-19, doença causada pelo coronavírus. A polícia descarta a hipótese de homicídio doloso.

Vale destacar que o FDA (Food and Drug Administration, órgão dos Estados Unidos que cuida da regulamentação de medicamentos e drogas) pede que cloroquina e hidroxicloroquina não sejam usadas fora do ambiente hospitalar.

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