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Filho de George Floyd agradece protestos e pede que eles sejam pacíficos

Quincy Mason Floyd, filho de George Floyd, que morreu após uma ação policial nos EUA - Reprodução/KBTX
Quincy Mason Floyd, filho de George Floyd, que morreu após uma ação policial nos EUA Imagem: Reprodução/KBTX

Do UOL, em São Paulo

01/06/2020 07h42Atualizada em 01/06/2020 09h26

Quincy Mason Floyd, um dos filhos de George Floyd, morto após uma ação da polícia em Minneapolis, nos Estados Unidos, disse estar tocado com as manifestações antirracismo e demonstrações de carinho, mas pediu que os atos não tenham violência.

"Todo mundo está saindo e mostrando amor a ele. Eu amo isso. Meu coração está realmente emocionado com tudo isso", disse ele ao canal KBTX.

Quincy vive no Texas há mais de 15 anos e não via o pai desde que era pequeno. Ele só soube de sua morte depois que as notícias começaram a circular na televisão.

"Eu não reconheci quem era até que minha mãe me ligou e me disse. Ela perguntou: 'Você sabe quem era aquele cara?' Eu disse que não. Ela disse: 'Esse é o seu pai.' Eu chorei. Faz muito tempo que não o vejo", disse ele.

Quincy participou ontem de uma manifestação do Black Lives Matter (vidas negras importam, em tradução literal) no centro de Bryan, ao lado de uma das irmãs. Eles elogiaram o caráter pacífico do ato e falaram sobre a violência que se desenrolou em outras cidades.

"(Violência) Não vai resolver nada. Meu pai está em paz e temos que ser os únicos a lidar com todo esse estresse", analisou.

Protestos contra o racismo

Milhares de pessoas protestaram mais uma vez ontem em várias cidades dos Estados Unidos contra o racismo e a violência policial, em mais uma jornada marcada por distúrbios.

A revolta provocada pela morte de Floyd, um cidadão negro de 46 anos, por um policial branco se propagou por todo o país.

Diante da Casa Branca, em Washington, a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes que desafiaram o toque de recolher imposto na capital.

Para evitar novos distúrbios, milhares de soldados da Guarda Nacional foram mobilizados em 15 estados e em Washington.

O toque de recolher foi decretado em outras cidades, incluindo Houston e Los Angeles. Em Saint Paul, cidade próxima a Minneapolis, epicentro do movimento, milhares de pessoas protestaram contra o racismo na tarde de ontem e exigiram que todos os policiais envolvidos na morte de Floyd sejam responsabilizados.

No momento, apenas um deles, Derek Chauvin, foi preso e acusado de homicídio não intencional. Chauvin é o agente que aparece no vídeo da prisão de Floyd. A gravação mostra como ele coloca o joelho no pescoço de Floyd por vários minutos, enquanto a vítima, imobilizada de cabeça para baixo, reclama de não conseguir respirar.

Demissões em Atlanta

A prefeita de Atlanta, Keisha Lance Bottoms, confirmou que dois policiais foram demitidos e outros três foram colocados fora de serviço por uso excessivo da força em um incidente envolvendo dois estudantes universitários durante os protestos.

A decisão foi tomada ao lado da chefe de polícia Erika Shields depois de uma revisão de imagens gravadas.

"O uso de força excessiva nunca é aceitável", disse Bottoms a repórteres. A polícia identificou os policiais demitidos como o investigador Ivory Streeter, contratado em dezembro de 2003, e o investigador Mark Gardner, contratado em agosto de 1997.

* Com informações das agência AP e AFP

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